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Vinho precisa de mais apoios

A associação de comerciantes e exportadores de vinho considera ser fundamental que o Governo agilize um plano extraordinário de apoio à fileira do vinho.

O aumento continuado dos preços das matérias-primas, dos materiais de engarrafamento, dos transportes e dos custos em geral, está a levar inúmeros pequenos e médios produtores, que constituem o grosso do tecido empresarial da fileira vitivinícola, à beira da falência”, apontou, em comunicado, a Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE).

A associação pediu também um apoio à tesouraria, sem juros, para que as adegas cooperativas e compradores de uvas possam pagar aos produtores após a vindima e, no que se refere ao preço do gasóleo agrícola, que ronda quase 1,80 euros por litro, o setor quer um ‘reforço do apoio’. Adicionalmente, reclama ajudas ao investimento em barricas e para a ‘stockagem’ de garrafas.

Já no âmbito dos programas de promoção de vinho, a ANCEVE pede uma linha para as pequenas e médias empresas, “com candidaturas muito simples e apoios forfetários à margem do Vitis”, regime de apoio à reestruturação e reconversão das vinhas, para a realização de ações de promoção a partir de 2023.

A fileira lamenta que o Ministério da Agricultura seja uma “estrutura fragilizada, excessivamente burocratizada, despojada de estratégia e sem rumo”, que a seu ver “deveria ter força para impedir as cativações financeiras que vêm retirando muitos milhões de euros aos cofres do IVV (Instituto da Vinha e do Vinho) e do IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto)”, lê-se no documento.

Para conhecer em mais detalhe o que está a acontecer leia o artigo ‘Produtores de vinho à beira da falência’

 

Fonte: Lusa