//Vinho para… ‘Cabeça de Xara’
vinho para cabeça de xara

Vinho para… ‘Cabeça de Xara’

Um vinho de Lisboa para um petisco típico de origem alentejana.

“A Cabeça de Xara”, também conhecida por “Queijo de Cabeça de Porco”, é um pitéu de que se conhecem várias receitas, e que, comido em casa, servia como complemento de uma refeição ou mesmo como petisco.

A Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa – Vinhos de Lisboa – sugere para este prato o vinho Quinta do Gradil Arinto 2019.

As propriedades organoléticas da casta Arinto, com destaque para os aromas cítricos e a acidez característicos desta variedade de uva branca, aliadas à frescura conferida pela sensação de salinidade, relacionada à influência dos ventos Atlânticos e ao processo de enologia a que é submetida na adega, reúnem os atributos ideias, para “limpar” o palato da gordura deste prato tipicamente alentejano.

 As mais antigas referências escritas encontradas sobre a Quinta do Gradil remontam ao final do século XV, num documento régio de D. João II que data de 14 de fevereiro de 1492. No séc. XVII na Quinta do Gradil vivia-se da lavoura. O vinho era natural, muito próximo à definição inicial: mosto de uva fermentado. Não existia tecnologia nem sulfitos adicionados. Entre 1765 e 1766 dois alvarás do rei D. José I decretaram o arranque de vinhas na região do Cadaval. Mas uma vistoria veio considerar as terras da Quinta do Gradil como aptas a produzir vinhos de bom lote.

O segundo momento mais determinante surgiu no século XIX com dona Maria do Carmo Romeiro a a desempenhar o papel principal.  A jovem herdou a quinta do seu pai, que a tinha adquirido, e transformou-a numa bem-sucedida exploração agrícola e simultaneamente num lugar de recreio e lazer.

Mais tarde surge na história da Quinta do Gradil a ligação ao Marquês de Pombal, através da filha de Maria do Carmo, que lhe herdou o mesmo nome, e que se casou com aquele que viria a ser o 6° Marquês de Pombal.

A Quinta manteve-se nas mãos dos Marqueses de Pombal ao longo de boa parte do século XX, até ser vendida, em 1963, a Isidoro Maria d’Oliveira. Lavrador, homem de cultura e poeta, autor do poema “Saltimbancos”. Com uma história familiar ligada ao comércio de vinho, Luís Vieira aprendeu com o avô Ganita todos os segredos do negócio. Em maio de 1999 adquire a Quinta do Gradil.

Visitas ao espólio patrimonial e ao processo de viticultura, com início nas vinhas, passando pela adega e culimando na sala de provas e na loja de vinhos, passeios a cavalo, experiência de vindimas, birdwatching, corridas a pé ou de bicicleta, são algumas propostas que fazem parte da oferta de Enoturismo da Quinta do Gradil.

 

Produtor: www.quintadogradil.wine

 

Patrocínio

 

Para conhecer a receita deste delicioso prato frio, nutritivo e estimulante, que serve também para enfeitar a mesa em dias de festa, aceda aqui:https://jornalsabores.com/alentejo-cabeca-de-xara-castro-verde/