//Vinho: mil milhões de exportações está mais perto
exportação de vinho

Vinho: mil milhões de exportações está mais perto

Viniportugal anuncia vendas recorde de 925 milhões no mercado externo em 2021.

Desde 2019 que se ‘aponta’ para o número ‘redondo’ de mil milhões de euros em exportações de vinhos portugueses. Contrariamente ao que se temia, os anos de pandemia acabaram por contribuir com um crescimento que aproxima cada vez mais o setor dessa meta.

O ano de 2020 registou crescimento de 4,5%, em plena pandemia, e, agora sabe-se que em 2021 quase se duplicou esta percentagem, com um recorde de exportações.

Mesmo sem informações relativas à distribuição das vendas por regiões, pode já considerar-se que o desempenho do sector “foi altamente positivo”, traduzido em vendas de 925 milhões no mercado externo, o que representa um salto de 8,11% face a 2020, revelou a Viniportugal.

A associação que tem por missão promover a imagem de Portugal enquanto produtor de vinhos e valorizar a marca “Vinhos de Portugal / Wines of Portugal”, sublinhou em comunicado divulgado recentemente o “crescimento das exportações nos mercados dos Estados Unidos da América (+13,08%), alemão (+13,46%) e brasileiro (+8,65%). Regista-se, no entanto, em sentido contrário, que Angola e Suécia, apresentam com decréscimos de, respetivamente, 7,4% e 4,06%.

“Foi mais um recorde, em linha com o que vem acontecendo na última década”, comenta ao Expresso Frederico Falcão, presidente da Viniportugal, sublinhando que ao crescimento médio anual de 3,6% nas exportações nos últimos anos, 2020 trouxe um pequeno salto, de 4,5%, em plena pandemia, e, agora, em 2021, quase duplica esta percentagem.

Analisando os mercados europeus, a Polónia foi o país com maior crescimento percentual (+19,4%). Relativamente a Países Terceiros, para além dos EUA e Brasil, a Viniportugal refere a Rússia (+34,5%) e a China, a registar um crescimento de 9,55% face a 2020 e uma recuperação, depois da quebra de 2020.

Quanto ao Top 5 dos maiores clientes de Portugal, a França permanece na liderança (116 milhões de euros), seguida dos EUA, a aproximarem-se, já com 104 milhões de euros, Reino Unido (97,9 milhões), Brasil (73,7 milhões) e Alemanha (54,6 milhões)

“Estamos bastante satisfeitos com estes resultados e com o grande crescimento conseguido em novos mercados, mas também nos nossos mercados tradicionais.”, referiu Frederico Falcão.