//Vinho do Porto em cocktails

Vinho do Porto em cocktails

IVDP autoriza uso da marca Portonic para bebidas denominadas por cocktails.

O IVDP, IP autoriza o uso da marca Portonic nos termos indicados em regulamento próprio, com vista à garantia da proteção da denominação de origem Porto.
O uso da marca depende de prévia autorização pelo IVDP, designadamente da rotulagem da embalagem e da aprovação da bebida.

O Porto tónico, pronto a consumir deverá ser feito com duas partes de água tónica e uma parte de Vinho do Porto Seco, ao qual é adicionado uma rodela de limão, laranja ou hortelã pimenta, uma bebida que terá já entrado no ‘roteiro’ dos cocktails, com as empresas a estudarem a possibilidade de lançar no mercado uma garrafa pronta a consumir.
O Portonic e outras bebidas semelhantes, poderão ser apresentadas em garrafa, lata ou outros tipos de embalagem, com diferentes capacidades, a aprovar pelo IVDP.
A rotulagem aposta na embalagem tem de ser previamente aprovada pelo IVDP, IP, limitando-se essa aprovação às suas competências, designadamente de proteção da marca em causa, da imagem e do prestígio da denominação de origem Porto, bem como da qualidade e características da bebida que ostenta a marca e qualquer informação enganosa ou suscetível de gerar confusão no consumidor.

A bebida, estando pronta a ser introduzida no mercado, terá de ser aprovada pelo IVDP, implicando uma análise organolética e físico-química e terá de ser inteiramente embalada no interior da Região Demarcada do Douro ou do Entreposto de Vila Nova de Gaia.
“Esta autorização visa criar novas formas de consumo que permitam conquistar relevância junto do público jovem, através de novas experiências associadas ao convívio e aos bons momentos da vida”, conforme refere Gilberto Igrejas, Presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P.

 

Consumo recuou
A comercialização de vinho do Porto rendeu 339 milhões de euros em 2020, um recuo de 10% em relação ao ano anterior. Os melhores mercados foram França (64,5 milhões de euros, 19,4% do total) e Reino Unido (46,9 milhões de euros, quota de 14%), seguidos de Portugal (46,5 milhões de euros), onde houve um recuo de 37%, passando a valer 13,6% das receitas. Da lista de 25 melhores mercados, só o Reino Unido (+2,8%) e o Luxemburgo aumentaram as compras no ano em que surgiu a pandemia de covid-19. E venderam-se vinhos do Porto mais baratos: a quebra nas chamadas categorias especiais (-12,6%), que pesam 44% das vendas totais, foi superior à verificada nas outras de menor valor (-8,1%).