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Vem aí um café 100% português

A criação de um café 100% português está cada vez mais perto de se tornar realidade. O grupo Nabeiro- Delta Cafés entregou ao Governo Regional dos Açores, um estudo que revela as potencialidades do território açoriano para o seu cultivo e produção.

Nós não somos ainda um país produtor de café, estamos a trabalhar com o Governo Regional dos Açores e com a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC) para tornar possível produzir café nos Açores” disse à Lusa, Rui Miguel Nabeiro,  o presidente executivo do grupo.

Este estudo foi realizado pela International Coffee Partners e engloba de forma detalhada, os fatores que podem contribuir para uma produção eficaz na região açoriana, como as melhores origens, os melhores solos ou melhor forma de produção.

Neste momento há um relatório que está entregue sobre tudo o que se pode e não pode fazer, como deve e não deve fazer para se produzir café nos Açores. A partir daqui estamos a começar a trabalhar naquilo que é a fase dois, que é, de facto, arrancar com o processo, mas ainda há aqui um trabalho administrativo grande”, disse Rui Nabeiro.

Os agricultores interessados em produzir café poderão contar com o apoio da Delta, na criação dos seus negócios ou na criação de novas estruturas para aumentar a produção.

António Ventura, secretário regional da Agricultura nos Açores, afirmou ter identificado diversas potencialidades na ilha da Graciosa, por ser uma reserva da biosfera, indicando que está a ser realizado um curso para produção de café.

A Delta Cafés e a Associação de Produtores Açorianos de Café são ´parceiros’ desde 2019, ano em que a Delta Cafés assumiu o compromisso de nos próximos 15 anos comercializar o primeiro café 100% português e o primeiro produzido na Europa.

As características edafoclimáticas das ilhas açorianas são o principal fator que permite que esta produção seja uma realidade. Na verdade, a planta do café foi introduzida na região nos séculos XVIII e XIX mas só nos últimos anos é que se começou a desenvolver as suas potencialidades económicas.

O café açoriano, que até à criação da APAC era produzido quase exclusivamente para consumo próprio, poderá contribuir para a diversificação da produção agrícola dos Açores e ter um impacto benéfico a nível socioeconómico.

Com o apoio da Delta Cafés, o processo que podia ser visto como quase ‘utópico’, está cada vez mais perto de se tornar realidade.