//Valorizar o Vinho Verde Tinto
vinho verde tinto

Valorizar o Vinho Verde Tinto

A sub-região Monção e Melgaço é conhecida sobretudo pelos vinhos da casta Alvarinho, contudo, a Real Confraria do Vinho Verde Tinto, pretende recuperar a notoriedade outrora atribuída aos vinhos verdes tintos da região.

A confraria, com sede em Tangil, desenvolve um papel imprescindível na valorização deste vinho e acredita que o caminho a seguir passa pela utilização de castas autóctones para a sua produção.

As nossas castas têm vindo a ser dizimadas”, lamenta o Grão-Mestre da confraria, Xavier Ferreira.

Brancelho, Pedral, Sousão e Espadeiro são algumas das castas autóctones cada vez menos utilizadas, tendo sidas, substituídas por outras, que, segundo Xavier Ferreira, “são menos boas ao nível de tintos e que nem sequer são das nossas castas autóctones”.

Neste sentido, de preservação e dinamização, a Real Confraria do Vinho Verde Tinto, entronizou cinco novos confrades, e encontra-se a trabalhar com a Câmara de Monção e com a Câmara de Melgaço para a recuperação e obtenção de certificação para estas castas.

A confraria conta atualmente com 80 confrades e contribui para a preservação dos produtos endógenos da sub-região de Monção e Melgaço.

Com o mesmo objetivo, realiza-se todos os anos a Feira do Vinho Tinto, em Tangil. Este certame, dá a conhecer os produtos locais, entre os quais, o vinho verde tinto.

Os verdes tintos de Monção e Melgaço são vivos e refrescantes, ideais para acompanhar a gastronomia minhota, da qual se destaca: a Lampreia, o Bacalhau com Migas, o Cabrito Assado em Pau de Loureiro, as Papas e Arroz de Sarrabulho, os Rojões à Moda do Minho, entre outras iguarias.

 

Fotografia: CM Monção