//Uso crescente de cocaína em restaurantes de alto nível

Uso crescente de cocaína em restaurantes de alto nível

O Chef e apresentador de TV Gordon Ramsay diz que “o nome da droga pode até não aparecer no menu, mas o uso da substância é cada vez mais comum na alta gastronomia”.

De acordo com o Chef britânico, nascido na Escócia, a utilização de drogas em restaurantes internacionais de alto nível está “fora de controle” e revelou que já houve clientes que lhe pediram suflê ‘adulterado’ e testemunhou vestígios de drogas nos WC de praticamente todos os seus estabelecimentos.

Claro que Ramsay teve o cuidado de afirmar categoricamente que nunca usou estes ‘ingredientes’.

Numa entrevista concedida à Radio Times, Ramsay disse que o uso de drogas é o “segredo de polichinelo” (que todos sabem, mas ninguém comenta) da indústria gastronômica. O chef contou que num jantar beneficente um casal lhe pediu para polvilhar o suflê da sobremesa com cocaína, disfarçada no meio do açúcar em pó.

“Já cozinhei coisas muito estranhas, mas nada neste nível”, afirmou revelando ainda que foi à cozinha e espalhou apenas açúcar em pó sobre o suflê, que foi coberto com caramelo para impedir que os clientes identificassem se o pedido tinha ou não sido atendido.

Ramsay contou ainda, na referida entrevista, que um cliente levou um prato para o WC de um dos seus restaurantes para cheirar cocaína, entregando-o depois ao empregado de mesa e exigiu um novo, limpo. Depois deste episódio o cozinheiro-celebridade realizou testes nos WC dos seus 31 restaurantes espalhados pelo mundo e só em um deles não encontrou vestígios de cocaína.

Documentário

Todas estas revelações fazem parte do programa de promoção do documentário «Gordon Ramsay on cocaine», que estreia no canal por assinatura europeu ITV no próximo dia 19.

O objetivo do documentário é alertar sobre o uso abusivo de drogas, tema sensível a Ramsay. Um dos seus chefs, David Dempsey, morreu em 2003 por abuso de cocaína, e o seu irmão mais novo, Ronnie, é viciado em heroína há muitos anos. Depois de já ter estado preso na Indonésia e de ter passado por várias tentativas de reabilitação, Ronnie viajou para Portugal há seis meses e, segundo Gordon, não dá notícias desde então.