//Um Azeite de ‘bater o coração’ (Acushla)
azeite acushla

Um Azeite de ‘bater o coração’ (Acushla)

Mais de 50 medalhas e distinções e 90% de exportações da produção biológica em Vila Flor.

O Azeite é um setor de sucesso na agricultura portuguesa, com o olival moderno a ser responsável por 80% da produção nacional de azeite, estando Portugal posicionado como o 8.º maior produtor mundial.

O azeite português tem vindo a chamar a atenção em diversos eventos referência do setor, como é o caso do ‘Acushla’, um azeite biológico português de Denominação de Origem Protegida (DOP) que nasceu em 2004 e que, gota a gota, tem vindo a conquistar os especialistas em eventos internacionais. O seu ‘berço’, a Quinta do Prado, em Vila Flor, é uma das maiores áreas de olivicultura em modo de produção biológica de Portugal, com cerca de 70 mil oliveiras.

O seu nome, de origem celta, significa ‘o bater do coração’, e segundo a equipa da Quinta do Prado, sintetiza a forma como nasceu o projeto: “da força de uma emoção e da paixão que permitiu unir várias gerações da mesma família em torno de uma ideia, que se fez realidade ligada à natureza, com respeito pelo meio ambiente e rumo a um planeta melhor e mais saudável.” E a verdade é que este ‘ouro verde’ tem vindo a fazer bater muitos corações nacionais e estrangeiros e a prova disso são as mais de 50 medalhas e distinções (acima de 100 galardões em 15 anos) que a marca ganhou nos principais concursos de azeite internacionais e o facto de que, em Portugal, são vários os restaurantes distinguidos com as reputadas estrelas Michelin a usar o azeite ‘Acushla’ na preparação das suas ementas diárias.

“Estamos a exportar neste momento 90% da nossa produção para França, Alemanha, Suíça, Polónia, Hungria, Croácia, Suécia, Inglaterra, Holanda, Canadá, Brasil e Estados Unidos da América, entre outros.  Um dos nossos principais objetivos é o crescimento no mercado nacional, posicionando a marca nos restaurantes de referência e em lojas biológicas, sustentáveis e gourmet, de norte a sul do País”, revelou Joaquim Moreira, o empresário têxtil que fez do olival a sua paixão.

O lagar da Quinta do Prado é também o primeiro em Portugal com certificação FSSC 22000 (Food Safety System Certification), uma das mais rigorosas normas internacionais em segurança alimentar.

O crescimento do olival do ‘Acushla’ dá-se no respeito absoluto pelos trâmites definidos pelo modo de produção biológica, previstos pela legislação europeia e americana do setor, o que obriga a diversos procedimentos, mais morosos e dispendiosos, designadamente à manutenção do fundo de fertilização dos solos e ao respeito por princípios fitossanitários e de fertilização. A marca assumiu como objetivo para 2021 tornar a produção da Quinta do Prado completamente independente em termos energéticos, apostando na energia solar, com a instalação painéis fotovoltaicos em 2016, e está a aumentar este ano a capacidade em 200%.

Com uma visão holística da atividade e fiéis ao conceito de uma agricultura biodinâmica, as terras que fazem nascer o ‘Acushla’ têm instaladas caixas-ninho para o mocho-galego, o falcão peneireiro-comum e a coruja-das-torres. O Objetivo é controlar de uma forma sustentável as populações de micromamíferos, que por vezes destroem as condutas de rega e oliveiras nesta exploração. Para além disso, e porque a economia circular e a sustentabilidade integral são temas caros à marca, a Quinta do Prado adquiriu perto de 200 ovelhas, a fim de fertilizarem os solos com as pastagens e ajudar a criar matéria orgânica para potenciar o valor da compostagem caseira.

 

Imagem Capa: Facebook Acushla (https://www.facebook.com/acushlawithpassion)