//Taxa sobre refrigerantes aumentou preços

Taxa sobre refrigerantes aumentou preços

Associação de produtores afirma que nos primeiros 6 meses, a taxa fez aumentar os preços e cair o consumo.

Em vigor desde 1 de fevereiro, o IABA (Imposto sobre o álcool, as bebidas alcoólicas e as bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes) já provocou um aumento de preço nos locais de venda ao público na ordem dos “entre 25% e 30% no valor final para o consumidor”, afirmou ao jornal Público Francisco Mendonça, secretário-geral da Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (Probeb).

Esta associação defende, entretanto, que o Governo deve reformular a legislação e criar um novo escalão «isento para bebidas com baixo teor energético».

A Probeb recusa-se a usar a designação «taxa de açúcar» alegando que a referida taxa recai apenas sobre um tipo de produto “independentemente de ter ou não açúcar” e considera ser ainda prematuro fazer uma avaliação do impacto da carga fiscal introduzida, sublinhando no entanto que a medida em vigor há seis meses já provocou um encarecimento extraordinário às bebidas.

O responsável associativo revelou que, nos super e hipermercados e no comércio de proximidade o aumento de preços situar-se-á entre 25% e 30% no valor final para o consumidor, registando-se, igualmente, “uma queda de mercado entre três a cinco pontos percentuais”.

No entanto, a mesma fonte reconhece que no chamado canal Horeca (hotéis, restaurantes e cafés), por via do aumento do turismo, dos índices de confiança dos consumidores em crescendo, uma meteorologia favorável e alguma estabilidade nos preços ao consumidor final, “temos observado um ligeiro crescimento dos volumes vendidos”. Este aumento é, no entanto, muito reduzido, afirma Francisco Mendonça , por comparação com o “verificado em outras categorias de bebidas de alta rotação, que registam um crescimento de 8% a 12%”, nesta vertente de distribuição.

O Ministério da Saúde avançou, em junho, com dados que apontavam para uma diminuição de 72% dos volumes para as bebidas mais açucaradas entre fevereiro e abril.

Fonte: Público