//‘Setúbal – Terra de Pescadores’ (Livro)

‘Setúbal – Terra de Pescadores’ (Livro)

Edição com informação de grande interesse e ainda,  um ´bónus’ de 26 receitas com muita tradição.

Chama-se ‘Setúbal – Terra de Pescadores’ e tem 130 deliciosas páginas dedicadas à principal referência gastronómica deste território.

Com uma paginação ‘arejada’ e enriquecida por excelentes fotos de Nicolas Lemonnier, os textos de Patrícia Borges levam-nos até à ‘História dos nossos pescadores’ onde não falta a referência à indústria conserveira e à influência que esta terá tido no “falarrr à Setúbal”. Segue-se o capítulo dedicado às ‘Artes de Pesca’ como as redes de emalhar e tresmalho, o anzol, os covos e alcatruzes, entre outros.

Não falta a abordagem às ‘Nossas espécies’ onde se incluem os salmonetes, os massacotes, alcorrazes, charrocos, sardinhas, longueirão e choco, entre outros. A ‘Ostricultura’ de Setúbal , as ‘Algas e Plantas Halófitas’, o ‘Cais Palafítico da Gâmbia’ e a ‘Lota de Setúbal’ são capítulos interessantíssimos que antecedem as ‘Nossas Receitas’.
Nesta ‘secção’ que é o ‘paraíso’ dos gastrónomos (e cozinheiros ainda que amadores) vamos encontrar propostas menos conhecidas por quem está fora da região, como os salmonetes de tomatada, a raia de pitéu ou pitau, o ensopado de pata-roxa, o peixe à pescador ou o carapau manteiga grelhado (ou assado como se diz em Setúbal). Não faltam as sardinhas assadas, frescas ou escorchadas, enguias fritas, em caldeirada ou de ensopado e os ‘clássicos á setubalense’ como a caldeirada, os salmonetes e, claro, o choco frito, que se encontra um pouco por todo o país, com métodos de confeção que nada se identificam com o ‘choco frito à setubalense’. Um abuso que poderia ser minimizado com o registo do nome (designação) ou, se este já existir, com alguma «fiscalização» e consequente atuação.

 

O livro ‘Setúbal – Terra de Pescadores’ é um documento de grande interesse que permite a quem visita a cidade do Rio Azul possa conhecer melhor a oferta gastronómica ‘piscícola’, mas também para quem vive no concelho e que muitas vezes ‘julga que sabe’.
Na contracapa o texo que ‘apresenta’ a obra:

“Com o intuito de se compreender este livro torna-se imprescindível mergulhar no passado de uma comunidade que, desde o momento em que se foi aglomerando nas margens do Sado, manteve uma íntima e dependente ligação ao mar. A pesca teve um papel absolutamente decisivo na evolução histórica da vila e, posteriormente, da cidade, bem como na formação dos traços identitários dos seus habitantes”.

Setúbal – Terra de Pescadores’ pode ser adquirido na Casa da Baía e na Casa do Turismo pelo valor de 17,5€.