//Setúbal – Ostra
ostras de setubal

Setúbal – Ostra

A ostra do Sado tem vindo a recuperar a importância comercial, que teve outrora, na região de Setúbal.

A ostra, é um molusco bivalve filtrador, com um ciclo de vida complexo. É uma espécie cujo genoma permite que sobreviva, tanto em salinidades baixas, como a salinidades semelhantes às registadas em ambiente marinho. Situação que verificamos no estuário do Sado, com flutuações constantes de salinidade, um fitoplâncton único e temperaturas amenas.

Estas caraterísticas, tal como o terroir na vinha, fazem com que as ostras do Sado sejam particulares e muito procuradas pelos apreciadores. Podem consumir-se cruas, só com algumas gotas de limão, gratinadas, abertas ao vapor ou com molhos específicos, de acordo com o gosto individual.

Um pouco de história

Segundo se conta, se a França é hoje a pátria das ostras a nível mundial, muito se deve às ostras exportadas de Portugal no século XIX. A história aconteceu há mais de 150 anos e chega aos nossos dias contada desta forma:

Em 1868, navio Morlaisien, carregava ostras de Portugal para França. Foi, no entanto, obrigado a abrigar-se na Baía de Arcachon, em Bordéus, durante alguns dias devido a uma tempestade. Como a carga começava a cheirar mal, o comandante decidiu que a mesma devia ser deitada borda fora, pois estava imprópria para consumo. Então, as ostras sobreviventes, estabeleceram-se e formaram o maior banco natural de ostras de França.

Harmonização

Olhando de forma clássica, ostras e champagne, ou espumante, formam um dos pares mais sedutores e elegantes das harmonizações tradicionais.  No entanto, este casamento clássico, apresenta aos especialistas algumas notas menos positivas.

Além da sua sapidez natural, as ostras, quando mastigadas, provocam salivação e aumentam a suculência em boca. O champagne, ou espumante, exponencia todas estas sensações, através da acidez das uvas menos maduras e do gás carbónico, reduzindo as hipóteses de equilíbrio.

Um vinho branco, com bom teor alcoólico, que deve secar a boca e absorver a suculência da ostra, com uma acidez equilibrada, é a aposta para uma combinação perfeita para os delicados sabores minerais destes moluscos.

ostras de setubal

“Memória de Sabores”

O nome de António Saramago é indissociável da história da evolução do vinho português.

O mais antigo enólogo em atividade em Portugal, conta com 56 anos de dedicação à paixão de fazer vinhos.  Mas, se esta paixão começou na pequena vila de Azeitão, onde a história da família Saramago se funde com a história da José Maria da Fonseca, estende-se hoje um pouco por todo o mundo vínico nacional e internacional.

Além de ter no seu currículo a responsabilidade da criação de muitos projetos vínicos, de norte a sul do país, este defensor dos vinhos e castas tipicamente portuguesas, como a Castelão, fundou em 2002 a A.S.  Vinhos, segundo o compromisso de “produzir vinhos de qualidade a um preço justo”.

 

(Conteúdos produzidos pelo município de Setúbal, para ‘Harmonizações, histórias e Memórias’, aquando da comemoração dos ‘21 Anos da Gastronomia Património Cultural’, promovida pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho)