//Rolhas de cortiça em ‘alta’ nos EUA

Rolhas de cortiça em ‘alta’ nos EUA

Enófilos americanos continuam a preferir rolhas de cortiça como vedantes para vinho.

As vendas de vinhos vedados com rolha de cortiça aumentaram 97% nos Estados Unidos da América, entre 2010 e 2020, contrastando com 6% para os vinhos com vedantes artificiais, de acordo com a consultora Nielsen, que analisa a evolução das vendas das 100 principais marcas premium.
“Estes dados vêm demonstrar a perceção de qualidade de um vinho que utiliza uma rolha de cortiça, o reconhecimento das credenciais únicas e de sustentabilidade deste produto e a preferência do consumidor americano por este vedante, que é efetivada no momento de compra”, afirma o presidente da APCOR, João Rui Ferreira.

O mesmo estudo revela que, durante os últimos 10 anos, a quota de mercado dos vinhos engarrafados com rolha de cortiça aumentou de 47% para 67,6%, sendo que, no final de 2020, cerca de 72% das 100 marcas premium americanas utilizavam rolha de cortiça.
Os vinhos que optam pela cortiça lideram em todas as categorias de preços, particularmente, em vinhos com preços acima de 10 dólares por garrafa, com a cortiça a ser usada por 90% dos vinhos acima de 20 dólares.
“É com entusiasmo que analisamos estes dados. Os Estados Unidos são o maior consumidor de vinho do mundo e o principal mercado de exportação da cortiça, com um valor de 196 milhões de euros. As rolhas de cortiça ocupam um lugar de destaque nas exportações, representando mais de 80%, o que significa 162 milhões de euros. A cortiça é o segundo maior exportador português para o mercado americano e, provavelmente, o de maior valor acrescentado a nível mundial”, refere o presidente da APCOR.

A APCOR
Fundada em 1956, a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) está no mercado há 60 anos e é hoje a única associação patronal do setor em Portugal.
Sediada no coração da indústria da cortiça, no concelho de Santa Maria da Feira, a APCOR representa atualmente mais de 250 empresas – responsáveis por 80% do volume total de negócios do setor e 85% das exportações portuguesas de Cortiça – e é presidida por João Rui Ferreira.
Enquanto representante de um dos setores mais preponderantes da economia portuguesa, a APCOR tem como missão promover e divulgar a indústria no país e no mundo.

Coruche – Capital Mundial da Cortiça
Coruche chama a si o título de capital mundial da cortiça já que, a somar aos fatores produtivos (a nível concelhio é o maior produtor de cortiça e na indústria do concelho são produzidos 5 milhões de rolhas diariamente), existem ainda fatores inovadores como o Observatório do Sobreiro e da Cortiça, um pólo de investigação único na área do Montado e da Cortiça e a realização da Feira Internacional da Cortiça, na qual convergem os principais atores do setor (produtores, industriais e investigadores).

Fotos:
Capa – APCOR
Observatório do Sobreiro e da Cortiça – C.M. Coruche