//Rede de Freguesias Vinhateiras

Rede de Freguesias Vinhateiras

Arrancou no passado dia 1 de dezembro, em Santarém, a Rede de Freguesias Vinhateiras de Portugal.

Trata-se de um projeto lançado pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que conta já com cerca de duas centenas de adesões e que apresenta como objetivo principal a valorização dos territórios com atividade vitivinícola, mas também olivícola e corticeira.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), José Arruda, explicou que esta rede nacional de aldeias e freguesias em territórios com tradição vitivinícola, olivícola e corticeira pretende contribuir para a valorização do património, fomentar o desenvolvimento sustentável e impulsionar o turismo de forma integrada em todo o território nacional.

 

 

“Esta rede é lançada peça AMVP, associação que neste momento com 122 municípios de todo o país e a ideia é ter uma rede de freguesias ligadas ao setor do vinho, do azeite e da cortiça, uma ideia que surgiu há alguns anos, inspirada na experiência da rede de aldeias vinhateiras do Douro, que teve início em 2010” explicou José Arruda.

O projeto que agora arrancou vai ficar integrado numa secção dentro da própria AMPV, à semelhança de outras secções, como a dos museus do vinho ou da gastronomia.

“Para termos uma ideia, nos nossos 122 municípios temos 1.780 freguesias. Não são todas com grande vocação para o setor do vinho, mas grande parte dessas freguesias estão muito ligadas à vertente vinícola e existem muitas iniciativas pelo país fora que são organizadas pelas freguesias”, disse.

“Neste momento estamos a fazer o levantamento dos que querem participar no projeto. Temos cerca de 200 freguesias de todo o país. Temos freguesias muito rurais e outras mais urbanas, como, por exemplo, Bucelas, em Loures, ligada à área do vinho, e também Carcavelos, em Cascais, com o vinho de Carcavelos. Temos vários tipos de ofertas e que serão complementares”, destacou.

 

 

O secretário-geral da AMVP disse também que com esta rede se pretende criar um projeto nacional integrado e estruturado que possa “sustentar a elaboração de candidaturas para captação de financiamento para requalificar e dinamizar as aldeias”.

“Estamos a trabalhar no sentido de podermos ter candidaturas de âmbito regional. A tipologia da nossa rede será começando das freguesias, indo aos municípios e depois às 14 regiões vitivinícolas do país. Vamos procurar, em termos regionais, fazer candidaturas para a reabilitação das próprias aldeias e para a promoção de eventos”, realçou.

A valorização e promoção dos territórios com vista à criação de oferta enoturistica é uma das principais ambições dos autarcas das freguesias já aderentes.