//Querem que o Papa ‘seja’ vegan

Querem que o Papa ‘seja’ vegan

Se Francisco aceitar a ‘experiência’ por 40 dias, será doado um milhão de dólares para solidariedade.

A organização ‘Million Dollan Vegan’ oferece um milhão de dólares a uma instituição de solidariedade à escolha do pontífice, se este aceitar fazer uma dieta vegan durante o período da Quaresma.

De acordo com a referida organização, o objectivo desta campanha é alcançar impacto mediático para promover o consumo de vegetais e alertar para o impacto negativo da indústria agro-pecuária nas alterações climáticas, contando com o apoio internacional de Paul McCartney e Brigitte Bardot, entre outros. A nível nacional Rita Blanco e Ana Galvão já anunciaram o seu apoio.

Mas o impacto desta campanha deve-se, sobretudo, a uma carta escrita e enviada ao Papa por Genesis Butler, uma menina norte-americana de 12 anos, a pedir-lhe precisamente que aceite fazer uma dieta vegan durante o período da Quaresma.

Butler, que desde os quatro anos aderiu à alimentação vegetariana e foi a mais nova oradora de sempre a dar uma palestra TEDx, afirmou acreditar numa resposta positiva, até porque “ele apregoa a compaixão e tem escrito sobre os problemas das alterações climáticas”.

Ao jornal PÚBLICO, Rita Parente, gestora da campanha em Portugal, explicou tratar-se de uma campanha global de natureza ambiental, com o objectivo de “promover o veganismo, mas o foco é chamar a atenção não só dos líderes mundiais, mas do público em geral para as questões das alterações climáticas e da pecuária”.

Acrescentou ainda que o dinheiro entregue para doação é da responsabilidade da organização ‘Blue Horizon International Foundation’, cuja actividade assenta na captação de meios financeiros para serem doados a “organizações que trabalhem para tirar os produtos de origem animal dos sistemas alimentares globais”.

Não se conhece, ainda, qualquer resposta do Papa Francisco a este apelo da menina norte-americana a favor da dieta vegan que retira o consumo de carne e todos os produtos de origem animal dos hábitos alimentares.

Entre outras mensagens, a campanha recorda que a alimentação humana tem um impacto maior no aquecimento global do que a soma das emissões de gases nocivos provocadas pela circulação de todos os transportes à escala global.