//Produtores ‘reprovam’ Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores
Açores

Produtores ‘reprovam’ Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores

Os ‘Produtores Engarrafadores dos Açores’ discordam de alguns pontos presentes no decreto legislativo regional referente à criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores.

Na reunião, na qual foi discutido o decreto e onde estiveram presentes 15 produtores de vinho, de diferentes ilhas, que no total representam mais de 98% dos vinhos certificados da região, “ficou clara a reprovação, por unanimidade, de alguns dos pontos do articulado”, segundo uma nota enviada à agência Lusa.

Estes consideram que o estatuto de presidente do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores (IVVA) não pode ser comparável ao de um ‘diretor intermédio’, porque “diminui não o presidente do IVVA, mas o próprio instituto. Limita-o e transforma-o em coisa menor quando comparado com os seus congéneres”.

Reclamam ainda a falta de representação da produção no elenco do concelho consultivo do IVVA, um órgão de consulta que dizem ser “muito político e com poucos representantes especialistas” e defendem que a produção deve estar presente em maioria.

Os produtores vão avançar com uma petição pública, aprovada na reunião, que “requer 300 assinaturas necessárias e obrigatórias para que o documento seja submetido a comissão própria que o reencaminhará oportunamente para plenário da Assembleia Legislativa Regional dos Açores”, lê-se na nota.

António Ventura, secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural, que segundo os produtores tem trabalhado “em prol do setor vitivinícola da região e na defesa intransigente da produção e dos seus produtores”, recebeu um voto de ‘confiança’ por parte destes na reunião.

Foi em fevereiro que o parlamento dos Açores aprovou a criação do Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores, e António Ventura afirmou que seria uma “iniciativa estruturante na definição e planeamento” do setor vitivinícola açoriano que define como um “setor prestigiante para os Açores, quer como produto, quer como destino turístico” e acredita que o vinho e a vinha podem desempenhar um papel importante no despovoamento e na falta de fixação de jovens na região.