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Patudos

Em homenagem a um homem excecional e à importância da Casa dos Patudos, Ana Tendeiro criou estes bolos.

A Casa dos Patudos, em Alpiarça, foi residência de José Relvas desde os finais do século XIX até 1929, data da sua morte. Político, diplomata, estadista, lavrador, colecionador de arte e músico amador, José Relvas foi um dos homens que proclamaram a República a 5 de Outubro de 1910.
Em 1904, encomendou ao arquiteto Raul Lino o projeto da sua casa, assente numa linha revivalista e nacionalista, fiel às constantes históricas da nossa tradição construtiva. Nela, José Relvas instalou a sua extensa coleção de arte, que inclui mobiliário, porcelanas, pinturas e tapeçarias. Por testamento lavrado em 1928, José Relvas legou a Quinta dos Patudos, a casa, a coleção de arte, a biblioteca e o arquivo ao Município de Alpiarça, impondo que a residência fosse conservada como núcleo museológico e que mantivesse a designação de Casa dos Patudos. A Casa foi inaugurada como Museu, em 15 de Maio de 1960.

Em homenagem a este homem excecional e à importância da Casa dos Patudos para o concelho e para o Ribatejo, Ana Tendeiro criou estes bolos, que já se tornaram uma referência para quem visita Alpiarça e aos quais deu o nome da mais prestigiada instituição cultural da vila e da região.

Ingredientes
0,5 kg de açúcar; 180 g de amêndoa; 60 g de doce de chila; 20 gemas; 4 ovos inteiros; manteiga para untar; açúcar para polvilhar.

Preparação
Leva-se o açúcar ao lume até atingir ponto pérola. Junta-se-lhe a amêndoa e a chila. Acrescentam-se os ovos batidos com as gemas, misturando bem, e retira-se do lume. Unta-se com manteiga um tabulei¬ro para onde se deita o preparado. Leva-se ao forno durante 50 minutos, em temperatura média. Depois de cozido, desenforma-se e corta-se em quadradi-nhos que se polvilham com açúcar27.

Estes quadradinhos doces ajudam a finalizar uma refeição da melhor maneira. Pode prová-los com um café, um chá ou com um vinho licoroso da Região Tejo, muito frutados e aromáticos.

ALPIARÇA
Elevada à condição de vila em 1906, Alpiarça é desde há muito uma terra profundamente ligada ao trabalho dos campos e à produção agrícola. Grandes senhores fixaram-se nas suas cercanias, desenvol¬vendo o território e apostando na riqueza do solo. O imponente palácio da Quinta da Lagoalva é disso testemunho, assim como a Casa dos Patudos com o risco de Raul Lino e mandada construir por José Relvas, lavrador e político defensor da causa republi-cana nos alvores do século XX. O edifício foi legado à vila pelo seu proprietário e a sua visita vale bem a viagem. A vocação agrícola do concelho é visível até para o mais distraído viajante. À beira das estradas que cruzam a região, avistam-se grandes extensões de terra trabalhada, vinhas que se intercalam com campos de milho, numa paisagem onde, aqui e ali, se pode encostar à berma e provar uma fresca talhada de melão vendida de baixo de um rudimentar cha¬péu-de-sol pelas mãos do próprio produtor. A gastro¬nomia do concelho orgulha-se de manter a tradição, mas hoje procura também criar novas propostas com base nos produtos locais.

IN: Os Sabores da Nossa Terra – Charneca Ribatejana – Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana