//O vinho “mais caro de sempre” foi produzido em Melgaço
vinho verde tinto

O vinho “mais caro de sempre” foi produzido em Melgaço

De onde vem o verde tinto mais caro dos últimos tempos que está a dar que falar? De Melgaço, e leva a assinatura do enólogo e produtor Márcio Lopes.

É o vinho verde tinto “mais caro de sempre”, foi produzido em Melgaço, esgotou em menos de 24 horas no produtor e leva o nome de ‘Pequenos Rebentos Touché tinto 2020, DOC Vinho Verde’.

Em 2012 Márcio Lopes, enólogo e produtor, provou aquele que viria a ser o seu vinho tinto preferido, o Romanée Conti La Tâche Grand Cru 2009.

Após esse encontro, nasceu uma ideia: começar a tentar fazer vinhos com castas portuguesas que chegassem a esse perfil, como o Proibido Marufo ou Proibido Clarete, no Douro, algo que se assemelhasse a um vinho potente, mas ao mesmo tempo cheio de elegância, finesse e suavidade.

O início da sua produção na região dos vinhos verdes remonta ao ano de 2016, mas foi em 2020 que Márcio Lopes, enólogo e produtor, descobriu as vinhas de Melgaço que o presentearam agora com o vinho mais caro de sempre.

 

vinho verde tinto

 

Nesse ano teve o golpe de génio e acertou “na mouche”: “Encontramos as vinhas perfeitas para fazer este vinho”, explicou.

O vinho é proveniente de ramadas de Melgaço com cerca de 90 anos, com mistura de castas onde se destacam Bastardo, Alvarelhão, Caínho Tinto, entre outras.

Na apanha da uva, já começa a ‘inflação’ do preço, com o quilo a ser pago a um euro. Já no final do processo, cada garrafa tem um preço recomendado de venda ao público de 50 euros a unidade.

“Este tipo de sistema de vinha está em extinção e se não compensarmos o trabalho das pessoas, elas vão acabar por abandonar os campos. É uma riqueza cultural e faz parte do nosso património vitícola e paisagístico que se perde”, disse Márcio Lopes em declarações à revista Marketing de Vinhos.

A produção está limitada a 1.000 garrafas, o que torna este néctar ainda mais valioso.

Recorde-se que em 2022, Márcio Lopes recebeu o prémio ‘Tradição e Identidade’, atribuído pela revista Paixão pelo Vinho, e em 2019 o de Enólogo Revelação, pela Revista do Vinho.

 

Imagens: Márcio Lopes Winemaker