//Há menos vindimas ‘a brincar’

Há menos vindimas ‘a brincar’

Este ano, devido à pandemia, a oferta é muito menor, mas apresentamos algumas sugestões.

Apesar de constituirem uma espécie de vindimas ‘a brincar’,para quem não está a trabalhar, esta é uma atividade em que os participantes vivem experiências inesquecíveis e, na sua maioria, a partir dela passam a entender melhor as várias etapas que levam o vinho até à garrafa. Por outro lado, constituem igualmente uma oportunidade de estreitar a relação entre produtores e consumidores.
Participar na colheita das uvas em programas organizados era já, nos últimos anos, uma das mais procuradas atividade de enoturismo. Promovidas diretamente pelas empresas produtoras ou em parceria com agentes turísticos constituíam, até às vindimas de 2019, a experiência preferida em especial por turistas estrangeiros.

Este ano, uma consulta online em busca de propostas integradas na colheita das uvas remete-nos, na esmagadora maioria, para programas de anos anteriores.
Uma situação perfeitamente compreensível se nos lembrarmos que as empresas são forçadas a adotar uma vasto um conjunto de medidas de proteção e segurança para levar a cabo os trabalhos no campo e nas adegas, que serão aumentadas com a presença de visitantes. Por outro lado, a previsão de procura é bastante baixa.
No entanto, admitindo que possam existir mais algumas, conseguimos referir aqui, a título de exemplo, algumas sugestões para este ano que vão dos 25€ aos 628€ por pessoa.

Algumas propostas
Na região de Palmela dois exemplo de propostas relacionadas com as vindimas, a preços acessíveis a uma larga maioria.
Na Casa Agrícola Horácio Simões, em Quinta do Anjo, o programa não inclui vindimar mas proporciona a experiência da pisa a pé, visita e almoço na adega, por 25€/pessoa.
Já na aldeia vinhateira de Fernando Pó (Poceirão), a Adega Fernão Pó propõe apanha e pisa da uva, visita guiada à adega com visualização do percurso da uva e processo de vinificação acompanhado pelo enólogo, prova de vinhos e almoço, com um custo de 35€/pessoa.

Na região do Oeste a Quinta do Gradil, no Cadaval, propõe uma experiência entre as 10 e as 13 horas que inclui café de boas vindas com produtos regionais, vindima, visita à adega com pisa a pé e almoço com menu típico. Valor a pagar é de 60€ mas ainda dá direito a chapéu de palha, t-shirt e uma garrafa de vinho.

No Alentejo poderá optar por uma de três opções em Campo Maior, mais concretamente na Adega Mayor do Grupo Nabeiro: Vindima Mayor com piquenique por 60€, Vindima Mayor com almoço por 75€ e Vindima Mayor com estadia (na Herdade dos Adaens) por 350€.

Ainda nas terras do sul, uma opção luxuosa proposta pela Torre de Palma, em Monforte, onde duas pessoas em quarto duplo durante duas noites pagam 628€ e usufruem de um programa que inclui jantar especial no Restaurante Basilii, visita às vinhas para conhecer as castas e fazer a colheita manual da uva, seleção das melhores uvas na mesa de escolha e visita à adega com prova de mostos ou prova de vinhos.

Na região do Douro, mais propriamente em Lamego, a Quinta da Pacheca propõe uma visita guiada à Quinta com prova de dois vinhos e participação na pisa tradicional, por 30€.

Naturalmente que em todas as (poucas) ofertas disponíveis são garantidas as condições de proteção e segurança, até porque está em causa a imagem e idoneidade da empresa e, para que assim seja, é exigida marcação prévia.

Foto de capa: Torre de Palma