//Já se come salmão transgénico

Já se come salmão transgénico

O primeiro animal geneticamente modificado do mundo a ser considerado um alimento, já integra a gastronomia do Canadá.

A empresa AquaBounty, produtora do salmão transgénico revelou à CNBC que já vendeu, no Canadá, cerca de cinco toneladas de filetes de salmão geneticamente modificado.

Em restaurantes e supermercado canadianos estão já a ser vendidos produtos elaborados com estes peixes que podem crescer duas vezes mais rápido do que os que são criados em cativeiro de forma convencional e consomem entre 20 e 25% menos comida.

Como refere a agência Lusa, Ronald Stotish, diretor executivo da AquaBounty referiu, num comunicado, que a venda e as discussões com potenciais compradores demonstram claramente que os clientes querem os nossos peixes, e estamos ansiosos por aumentar a nossa capacidade de produção para atender à procura”.

Há, no entanto, cadeias de supermercados que já vieram a público declarar que não aceitam vender o salmão geneticamente modificado nos seus estabelecimentos.

Trata-se de salmão do atlântico (Salmo salar), criado em aquacultura, cujo ADN foi modificado através da introdução de dois genes de outra espécie para que cresça ao dobro da velocidade e que atinja o tamanho máximo, para além da já referida diminuição da alimentação necessária.

Em novembro de 2015 a U.S. Food and Drug Administration (FDA), autoridade alimentar norte-americana, aprovou a venda deste salmão transgénico para consumo humano. Para além de o considerar um alimento seguro, a FDA garantiu ainda que a produção do salmão AquAdvantage não terá impactos ambientais relevantes nos EUA visto que será produzido no Panamá e Canadá em espaços confinados em território terrestre, sendo “extremamente improvável que os peixes possam escapar e estabelecer-se no meio natural”.

Neste mesmo período em que se discutia a aparecimento deste alimento, Devin Bartley, especialista em pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, considerou tratar-se de “um passo em frente” para conseguir responder às necessidades de uma população mundial que aumenta.

O perito sublinhou que são necessárias “alternativas criativas, socialmente aceitáveis, inócuas e respeitadoras do ambiente” para responder ao aumento das necessidades de pescado numa população mundial em crescimento e que, neste sentido, a engenharia genética é uma “opção