//Já se pode consumir insetos

Já se pode consumir insetos

Está autorizada a venda para consumo humano, de gafanhotos, larvas, grilos e besouro.

Portugal está atualmente num período transitório para venda e consumo de produtos que incluam sete espécies de insetos. De acordo com a Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), entre os novos produtos alimentares estão duas variedades de gafanhotos, duas de larvas, duas de grilos e um besouro.
No site da DGAV pode ler-se que “os insetos podem ser comercializados ou usados inteiros (não vivos) e moídos (por exemplo, em farinha)”. Aquele organismo adianta ainda que não podem ser comercializadas partes ou extratos de insetos.

O consumo de insetos por parte dos humanos tem sido publicamente recomendado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre outras razões, devido ao facto de ser uma fonte de proteína com uma produção ecologicamente mais sustentável.

Apesar de na Europa, apenas 14% das pessoas se mostrarem dispostas a substituir a carne por insetos, de acordo com uma pesquisa da Organização Europeia de Consumidores, a verdade é que a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos autorizou, em março passado, o consumo humano da designada ‘farinha amarela’ produzida a partir de insetos.

Na Europa ainda se olha para o consumo humano de insetos como algo que se conhece das imagens que nos mostram os mercados asiáticos onde são consumidos há milhares de anos.
Calcula-se que cerca de duas mil espécies de insetos são consumidas em países da Ásia, América do Sul e África. Na Tailândia, por exemplo, bandejas de gafanhotos fritos são vendidas nos mercados e no Japão, as larvas de vespa — comidas vivas — são uma iguaria.

E na Europa, apesar da relutância da esmagadora maioria dos consumidores atuais, é ponto assente que o setor industrial vê um grande potencial económico neste mercado já a funcionar na alimentação animal, mas a dar os primeiros passos em direção à alimentação humana.
A presidente da Beta Hatch, uma startup americana que cria ração animal a partir de larvas afirmou recentemente que “os insetos são uma peça muito importante que faltava no sistema alimentar”, considerando mesmo que “se trata de um superalimento” pelo que, acrescenta “a criação de insetos para este fim pode ajudar a resolver dois dos maiores problemas do mundo ao mesmo tempo: a insegurança alimentar e a crise climática“.

Em Junho de 2018, num artigo do ‘Jornal dos Sabores’ o fundador da empresa portuguesa Nutrix afirmava que “do ponto de vista nutricional, os insetos são riquíssimos e, sendo, simultaneamente, sustentáveis do ponto de vista ambiental, é um dois em um que raramente se consegue com outros alimentos”.
https://jornalsabores.com/portugal-ja-produzem-farinhas-insetos/

Em Abril 2019, também aqui no JS, dava-se conta de uma empresa portuguesa que decidiu proporcionar aos portugueses a possibilidade de experimentarem gelado com… insetos, pois claro!
https://jornalsabores.com/portugal-ja-ha-gelados-insetos/

E você, está disponível para experimentar?