//Insegurança alimentar atinge 20% dos portugueses

Insegurança alimentar atinge 20% dos portugueses

O estudo ‘Saúde Come’ mostra que 19,3% da população portuguesa tem acesso limitado a uma alimentação saudável ou receia não ter o que comer.

A conclusão consta num estudo apresentado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), denominado ‘Saúde Come’ e feito por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

2.2Os resultados mostram que cerca de 20% da população portuguesa está em situação de insegurança alimentar, o que significa que o seu acesso a uma alimentação saudável é limitado e, neste grupo, quase 2% receia mesmo não ter o que comer por dificuldades económicas. O problema é mais grave nas regiões da Madeira e dos Açores, onde a percentagem de famílias em situação em situação de insegurança alimentar ascende a cerca de 29%.

A coordenadora da investigação, Helena Canhão, alerta em comunicado que se trata de “ um sério problema de saúde pública, com grande impacto, não só na saúde das pessoas como em todo o sistema de saúde no país”. A investigadora recordou que as pessoas em situação de insegurança alimentar têm mais doenças crónicas – diabetes, depressão e doenças reumáticas – e, por isso, consomem mais recursos de saúde – consultas hospitalares e hospitalizações.

No entanto, ao contrário do que se possa pensar, a insegurança alimentar pode ocorrer não apenas por questões económicas, mas também por falta de informação ou isolamento e dificuldade de fazer compras ou preparar alimentos, algo comum entre os milhares de idosos existentes atualmente em Portugal.

As regiões de Portugal onde se identificou uma maior percentagem de insegurança alimentar foram as ilhas da Madeira e dos Açores e também o Algarve.

Na Madeira e nos Açores, a percentagem de agregados familiares em situação de insegurança alimentar chega mesmo a atingir valores perto dos 29%.