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Incentivar a certificação Barroso

Alheira, chouriça de carne, chouriço de abóbora, salpicão e sangueira Barroso – Montalegre IGP. Depois dos primeiros produtos com este selo terem sido lançados na Feira do Fumeiro, sensibilizar é a palavra de ordem para levar mais produtores a certificar Barroso – Montalegre IGP.

O passo foi dado para a Feira do Fumeiro, quando os primeiros produtores venderam produtos certificados, o que já não acontecia há muito anos. Este foi um passo importante da Associação dos Produtores de Fumeiro da Terra Fria Barrosã (APFTFB), mas, o objetivo é, em estreita colaboração com o Município de Montalegre, continuar a trabalhar para que mais produtores avancem para esta certificação IGP, acrescentando valor aos produtos da região e protegendo este património.

“Certificar é garantir uma chancela de qualidade que salvaguarda todo o processo: a origem da matéria-prima, os ingredientes e condimentos que são utilizados e o saber fazer tão característico da região de Barroso”, defende a APFTFB que, no âmbito do projeto ‘Fumeiro e Presunto de Montalegre – Qualificar, Diferenciar e Posicionar’, incentivou a certificação da alheira, chouriça de carne, chouriço de abóbora, salpicão e sangueira Barroso – Montalegre IGP.

Já no passado dia 16 de maio, teve lugar uma sessão de capacitação promovida pela APFTFB e dedicada aos produtores, onde o tema central foi o processo de certificação Barroso – Montalegre IGP. Esta ação de capacitação contou com os testemunhos dos produtores de Montalegre com produtos certificados.

“Pretende-se demonstrar qual a importância da certificação. Este selo de qualidade vem acrescentar valor ao produto e só juntos podemos proteger este nosso património. Por outro lado, queremos dar a conhecer como é que se avança com todo o processo. Não é nenhum bicho de sete cabeças e nós estamos cá para ajudar”, remata a coletividade.

 

‘Fumeiro e Presunto de Montalegre – Qualificar, Diferenciar e Posicionar’

Há vários anos que os produtos do Fumeiro de Montalegre detêm a Indicação Geográfica Protegida (IGP), apesar de não haver produtores a certificar.  O processo foi, contudo, reavivado, quando em 2018 a APFTFB assumiu a gestão desta IGP, após reconhecimento pela Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Agora o objetivo passa por continuar a qualificar, um dos eixos do projeto ‘Fumeiro e Presunto de Montalegre – Qualificar, Diferenciar e Posicionar’ que dá seguimento ao projeto que decorreu entre 2017 e 2019, que teve como prioridade a capacitação dos agentes da fileira e a promoção dos produtos e do território.

Para além da capacitação e sensibilização para a qualificação aos produtores, o projeto prevê ainda um conjunto de ações de promoção para o posicionamento destes produtos de excelência no mercado nacional.

O projeto junta cerca de 70 produtores, está em execução até 2023 e decorre de uma candidatura aprovada ao Sistema de Incentivos às Ações Coletivas, cofinanciados pelo Norte 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.