//‘Guerra’ pela denominação Champanhe

‘Guerra’ pela denominação Champanhe

Franceses lutaram, mais uma vez, pela proteção da sua denominação ‘Champagne’.

A pequena aldeia suíça de Champagne, não pode usar a denominação ‘comuna de Champagne’ para os seus vinhos, de cordo com a decisão da justiça suíça, na sequência de uma queixa apresentada pelos produtores da famosa região francesa com o mesmo nome.

Depois de alguns anos de luta para conquistar o direito a usar o nome da localidade nos vinhos produzidos com as uvas de 28 hectares de vinhas perto do Lago Neuchâtel, no oeste da Suíça, em janeiro passado o Conselho Estadual do governo do cantão, autorizou a criação da denominação de origem controlada (DOC) ‘Commune de Champagne’.

Considerou aquele organismo não existir qualquer risco de os consumidores confundirem “um vinho branco, vendido em garrafa valdense com a etiqueta ‘Commune de Champagne’ e ‘Vin Suisse’, com o conhecido espumante do Região vinícola de Champagne, em França”.

Só que o comité interprofissional do vinho de Champagne, que defende os produtores de mais de 34.000 hectares de vinhas, não aceitou o argumento e recorreu, pedindo o cancelamento da nova denominação suíça.

Agora, no início de abril, o tribunal constitucional do cantão de Vaud considerou que a criação da DOC pelo Governo local era contrária aos acordos bilaterais entre a Suíça e a União Europeia, que concede, de facto, “proteção exclusiva ao nome francês champanhe, argumentou o tribunal constitucional, em acórdão ao qual a agência noticiosa AFP teve acesso.

“A proteção exclusiva tem efeitos para qualquer utilização de denominação protegida para vinhos que não provêm da região francesa de Champanhe”, lê-se na sentença de anulação.

Para conseguir que a Swissair fizesse escalas nas cidades da União Europeia, a Suíça concordou que os residentes da vila de Champagne, a partir de 2004, deixariam de usar este nome nos produtos que produziam. Após essa data, as vendas caíras de 110 mil garrafas por ano para 32.000, percebendo-se assim a insistência em reverter a decisão.