//Grândola – Bolo das Rosas

Grândola – Bolo das Rosas

O bolo das rosas lembra um ramo de flores, pela sua aparência. História e Harmonização.

Fazer o bolo das rosas
Faz-se com farinha, fermento, ovos, leite e manteiga. Depois de sovada, estende-se a massa numa tira comprida e pincela-se com bastante manteiga derretida. Por cima, aplica-se uma mistura de amêndoa moída sem pele, açúcar e um pouco de água. Enrola-se a massa num grande rolo, corta-se em porções, cada uma formando uma rosa. Pode-se usar formas individuais, mas no formato mais comum, as rosas são agrupadas numa forma grande, redonda, e a cozedura trata de colar todo o conjunto. Após sair do forno, sem deixar arrefecer, rega-se generosamente com calda de açúcar aromatizada com canela em pó e casca de limão.

Um pouco de história
O bolo das rosas tornou-se um doce típico de Grândola, feito em ocasiões festivas.
Crê-se que o bolo terá origem nos anos 70, no entanto existem referências a esta iguaria na tradição oral, em gerações anteriores.
A forma de apresentação de folares em caracol ocorre muito nas cozinhas particulares portuguesas. Possivelmente delas surgiu o bolo das rosas.


Harmonização
Sugere-se para este casamento, o magnífico frisante Moscatel produzido na Herdade Canal Caveira. Apresenta um nariz frutado característico da casta Moscatel, destacando-se a acidez e mineralidade, harmonia perfeita com este bolo. A predominância de ferro, xisto e grauvaques nos solos confere aos vinhos uma complexidade.

‘Memória de Sabores’ – Homenagem
Homenageamos o Cozido do Canal Caveira, tradição existente desde há muitos anos na região de Grândola. Prato rico e equilibrado e confecionado com produtos locais é exemplo da imensa diversidade gastronómica do Concelho, onde os saberes e sabores do Atlântico se cruzam com os aromas e produtos do interior.
Esta tradição perdura desde que a estrada nacional, o atual IC1 era a principal via de acesso ao Algarve, contribuindo para o desenvolvimento de vários estabelecimentos de Restauração locais, cuja aposta foi o tradicional Cozido à Portuguesa. Todos ali paravam, a meio de uma viagem, para degustar uma refeição que se tornou na tradição de muitas famílias e que ainda hoje perdura.

Conteúdos produzidos por este município, para ‘Harmonizações, histórias e Memórias’, aquando da comemoração dos ‘20 Anos da Gastronomia Património Cultural’, promovida pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho)