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Gastronomia e Sustentabilidade no Rock in Rio

‘Continente Chefs Garden’, um espaço totalmente dedicado à alimentação sustentável onde pode optar-se por diferentes menus de quatro chefs de renome, inspirados nos principais ecossistemas de Portugal (agricultura e pecuária, florestas, mar e rios), será a novidade desta edição do Rock in Rio.

Os adeptos dos festivais de música sabem que nestes eventos, geralmente, é difícil encontrar um espaço onde se possa comer sentados pratos mais elaborados. Nesta edição do Rock in Rio o espaço ‘Continente Chef”s Garden’ pretende demonstrar que é possível alterar este cenário, apresentando um espaço totalmente dedicado à alimentação sustentável onde os consumidores terão a oportunidade de “olhar para um prato e ver Portugal mapeado”, como refere a organização.

O local, que será uma estreia do festival este ano, será composto por uma área de cozinha, uma área de refeições com 400 lugares sentados e um palco, o Chef”s Stage, que contará com a presença de diferentes chefs e também de DJ sets. Trata-se de um espaço totalmente dedicado à alimentação sustentável, no qual os clientes poderão optar por diferentes menus elaborados por quatro chefs renome: Justa Nobre, Miguel Castro e Silva, Noélia Jerónimo e Vítor Sobral.

“Queríamos trazer um espaço onde as pessoas pudessem comer sentadas e com uma qualidade mais elaborada do que tradicionalmente se encontra em festivais. Queremos passar e reforçar a ideia de alimentos locais e sazonais, mostrar como essa alimentação pode ser boa. Todos os pratos são feitos com produtos portugueses. É lindo olhar para um prato e ver Portugal mapeado.” disse ao DN Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio, na apresentação do espaço ‘Chef”s Garden’.

Os quatro chefs desenvolveram menus específicos para o festival, inspirados nos principais ecossistemas de Portugal: a agricultura e pecuária, as florestas, o mar e rios.

O espaço terá ainda um Wine Bar da Sogrape Vinhos, onde os visitantes poderão escolher e degustar diferentes vinhos nacionais.

Ljubomir Stanisic estará todos os dias do festival neste palco para conversas sobre a temática da alimentação e da sustentabilidade com convidados especiais. O Chef”s Stage conta ainda com uma programação de concertos, DJ sets, show cooking e apresentações.

 

Pratos que espelham os principais ecossistemas de Portugal

O chef Vítor Sobral representará a temática da agricultura e pecuária. Assim sendo, uma das suas propostas gastronómicas para o festival será um hambúrguer de vitela arouquesa com cebola caramelizada, tomate, rúcula e queijo da Ilha de São Jorge.

“Eu escolhi o hambúrguer porque na minha opinião quando um animal é abatido tem de se comer tudo e não se pode comer só aquilo que supostamente é nobre (o bife do lombo, o bife da vazia). Com um hambúrguer eu consigo fazer um prato de carne que segue aquilo que é regional e tradicional e tem zero desperdício”, explicou o chef Vítor.

Quando questionado sobre a importância da alimentação sustentável, o chef afirmou que “as pessoas têm de se questionar sobre aquilo que comem. Eu acho que num festival destes é muito importante falar sobre estas temáticas”.

Os rios serão representados pelos pratos do chef Miguel Castro e Silva. Do menu que vai apresentar faz parte uma sopa seca de lúcioperca e couve.

 

“Eu tentei fazer um prato apelativo. A parte da sustentabilidade é uma paixão minha há muito tempo. Tem a ver com voltar um bocadinho às origens e ver as coisas boas. Antigamente fazia-se uma alimentação muito à base de legumes e leguminosas e mais equilibrada do que nos alimentamos hoje em dia”, explicou Miguel Castro e Silva.

A chef Justa Nobre traz para a mesa a floresta: uma sopa fria de beterraba com amêndoa e um leite-creme de Abóbora com Frutos do Bosque são duas opções que estarão disponíveis no festival. “Eu quero que os visitantes sintam que estão a comer comida terra e comida portuguesa e que percebam o tema que foi escolhido”, afirmou a chef.

Diretamente do Algarve para Lisboa, a chef Noélia Jerónimo irá apresentar opções como tosta de cavala e wrap de polvo com batata-doce e piso de coentros. Duas opções que a chef considera mais fáceis para um festival.

“Eu achei que não devia trazer comida de faca e garfo. Senti que devia trazer comida de rua mas carregada de sabor e de sabor nosso. Assim podemos divertir-nos no Rock in Rio com um wrap na mão que não nos atrapalhamos. Quero que as pessoas sintam que estão no Algarve e que estão a comer o que de melhor o Algarve lhes pode dar”, explicou a chef Noélia Jerónimo.