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Fundão tem 2 novos vinhos

‘Private Selection Edition’, tinto e branco, chegaram ao mercado na quadra natalícia e, segundo responsáveis da Adega do Fundão, foram muito bem recebidos.

Para além de possuir uma das mais apetecidas iguarias nacionais, as cerejas, o Fundão é também terra de bom vinho e os dois “novos” vinhos (tinto e branco), cujo lançamento a Adega Cooperativa do Fundão fez coincidir com a quadra natalícia, receberam diversos elogios por parte dos apreciadores.

Este lançamento pretende ser uma homenagem a outro fruto muito importante para o Fundão, a uva, ou não fosse o sul da Serra da Gardunha importante para produção de vinhos da região demarcada da Beira Interior, e representa o culminar de um demorado processo criativo, desde as vinhas velhas onde nasceram e amadureceram as uvas, até serem transformadas no vinho mais caro da Adega Cooperativa do Fundão, rondando os 20 euros.

O design da garrafa, do rótulo e a caixa de madeira em que são comercializados estes vinhos ajudam à apresentação do novo produto em que sobressaem a Adega e o Fundão. Os entendidos dizem que o produto final alia a qualidade do vinho à elegância da garrafa, do rótulo e da caixa de madeira em que é comercializado.

“Este vinho é uma autêntica pintura”, resumiu António Madalena, presidente da direção da Adega, na sessão de lançamento, explicando que “o desafio era criar um vinho de qualidade que chegasse ao mercado com uma imagem mais forte” e acrescentou ainda “Recuperámos a estatueta que é uma espécie de ícone da Adega do Fundão e aproveitámos a qualidade que estava nas vinhas para a transportar para a garrafa”.

adega do fundão

O responsável concluiu afirmando que se trata de “um vinho singular”, que permite valorizar as uvas dos produtores e criar vinhos com valor e informou que a Adega recusou uma proposta para exportar toda a produção deste vinho para o Brasil para “não defraudar as expectativas dos clientes”.

O enólogo da Adega do Fundão, Ricardo Botelheiro, revelou que, de momento, estão disponíveis apenas 1.800 garrafas de tinto e 1.600 de branco.

Sobre a Adega Cooperativa do Fundão

As origens da Adega Cooperativa do Fundão remontam há mais de meio século. Na realidade, foi em 1949 que 30 sócios criaram na cidade do Fundão, na bela e fértil região da Cova da Beira, a sua cooperativa. Volvidos 54 anos, o número de associados passou para mais de 1.000, com a adega a produzir vinho de uvas provenientes, exclusivamente, das vinhas dos seus associados. A capacidade de receção ronda os quatro milhões de quilos de uvas/ano, sendo que 70 por cento é de uvas tintas e 30 por cento de uvas brancas. A cultura da vinha nesta região é uma realidade muito antiga, remontando ao tempo em que os romanos ocuparam a Península Ibérica. Como prova, foi encontrada, numa vinha chamada ‘A forca’, perto do Fundão, juntamente com mós e tijolos romanos, uma estatueta do século I d.C., representando um homem com um cesto de uvas à cabeça.