//Flor de castanheiro substitui sulfitos no vinho

Flor de castanheiro substitui sulfitos no vinho

Equipa do Instituto Politécnico de Bragança está a substituir o estabilizador químico por produto natural.

Os resultados obtidos até agora pelo Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança estão a revelar resultados muito positivos, já aprovados por alguns provadores.

Na notícia da TSF é referida a reação de um viticultor que ao ouvir na rádio a notícia de testes com este estabilizador natural aplicada a queijos, propôs que se fizesse a experiência com vinhos. Como declarou após a primeira experiência com 100 litros de vinho, em 2015, “na opinião de muitos provadores estava melhor do que aquele que tinha sulfitos”.

O referido viticultor, Fernando Paiva, produz atualmente cerca de 12 mil litros, na quase totalidade para exportação e reconhece que a substituição dos sulfitos pela flor do castanheiro contribuiu bastante para uma maior aceitação dos diversos mercados.

Isabel Ferreira, investigadora do CIMO – Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança revelou que como resultado dos testes muito satisfatórios que já foram feitos nos vinhos, queijos e pastelarias, há outras empresas e produtos, que querem fazer a mesma experiência. “E não apenas em Portugal, mas também em Espanha”, acrescenta.

No que se refere especificamente à área do vinho, a investigadora explica que “a flor de castanheiro substitui os sulfitos, que são compostos artificiais utilizados no vinho como anti-microbianos e anti-oxidantes, que ajudam na sua conservação, mas que têm muitos efeitos secundários associados. Esta flor é uma alternativa natural, sem toxicidade.”

Em outubro passado, Isabel Ferreira comentou: “Este é um projecto que tem tido uma projeção muito grande. A ideia também foi extraordinariamente inovadora. Foi alvo de uma patente que já está aprovada, uma patente internacional. Esperemos que tenha um potencial económico muito interessante. É um projecto que já vem de há muitos anos mas que agora está já nesta fase em que o produto está no mercado, a patente registada e muitos produtores a utilizar”.

 

 

Foto: Virgílio Gomes