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Fim de Semana Gastronómico do Galo Assado

De 7 a 9 de outubro decorre mais uma edição do ‘Fim de Semana Gastronómico do Galo Assado’, evento promovido pelo Município de Barcelos.

O Galo Assado, iguaria inspirada na Lenda do Galo, estará em destaque nos restaurantes aderentes à iniciativa, que se insere no programa anual dos ‘7 Prazeres da Gastronomia’ promovido pelo município.

Os restaurantes participantes, apresentam várias interpretações e receitas deste prato típico de Barcelos, das quais se destaca o Galo Assado, Galo à Tia Alice, Galo Recheado no Forno, Galo no Pelourinho, Galo das Vindimas, Galo à Romaria, Galo ao Pomar, Galo da Confraria e o Galo assado com Castanhas.

Este fim de semana gastronómico conta também com duas atividades de animação: o ‘Trilho do Galo Assado à Moda de Barcelos’ e a ‘Rota das Igrejas e dos Santuários Marianos’ com a visita à Igreja Paroquial do Couto, ao Santuário de Nossa Senhora da Aparecida e à Igreja de São Martinho.

As inscrições para as atividades de animação são obrigatórias e limitadas e podem ser efetuadas para turismo@cm-barcelos.pt ou pelo telefone 253 811 882.

Os restaurantes aderentes são:

Alma dos Reis (Igreja Nova), Babette (Barcelos), Belchior (Campo), Casa dos Arcos (Barcelos), Cozinha Regional de Barcelos (Várzea), Chuva (Barcelinhos), Dom Carlos (Silva), Duque (Barcelos), Furna (Barcelos), Galliano (Barcelos), Os Mouros (Arcozelo), Pedra Furada (Pedra Furada), Rústico (Mariz), Solar das Fontes (Várzea), Sonho do Cávado (Manhente), Taberna do Armindo (Carvalhas), Taberna Lopes (Gilmonde), Taberna “O Manhoso” (Tamel S.Veríssimo), Tasca da Ponte (Barcelinhos), Tasquinha O Telheiro (Viatodos) e Vera Cruz (Barcelos).

 

Lenda do Galo de Barcelos

Segundo a lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito.

As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou nele. Ninguém acreditava que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, sem que fosse fervoroso devoto do santo que, em Compostela, se venerava, nem de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.

Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo.

O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados anos voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor a S. Tiago e à Virgem.