//Figuinhos de Torres Novas

Figuinhos de Torres Novas

Diversas variedades do figo, nomeadamente o Figo Preto de Torres Novas e do Pingo de Mel.

Data do princípio do século XIX a implantação dos vastos figueirais de Torres Novas, como alternativa à vinha, muito dizimada pela filoxera. Face à boa adaptação ao meio, foi crescendo a importância desta cultura, que se tornou uma atividade bem enraizada e vital e que representa a base económica da maioria dos agricultores torrejanos, originando costumes e tradições que ainda hoje têm boa expressão.

Para além do seu consumo em fresco, a partir das diversas variedades do figo, nomeadamente do Figo Preto de Torres Novas e do Pingo de Mel, característicos desta zona do País, pode fabricar-se uma grande diversidade de produtos, tais como aguardentes e licores; figos secos; pasta de figo; compota de figo; figos secos recheados com frutos secos diversos; figos fresco em calda; bolos à base de figos secos, como os Figuinhos de Torres Novas, que são já uma referência para quem visita esta cidade do norte ribatejano

Ingredientes
10 figos secos; 200 g de miolo de amêndoa; 300 g de açúcar; 150 g de água; 6 gemas; baunilha q.b.

Preparação
Leva-se o açúcar ao lume com a água, até se obter ponto de pérola fraco. Nessa altura, mistura-se a amêndoa pelada e passada pela máquina, mexendo sempre, até ferver. Tira-se do lume, deixa-se arrefe¬cer e juntam-se as gemas mexidas com um garfo e um pouco de açúcar baunilhado. Volta ao lume para cozer as gemas e engrossar. Põe-se o doce num prato e repousa de um dia para o outro.
No dia seguinte, cortam-se os figos em cruz, abrem-se e coloca-se em cada figo uma bola feita com a massa de amêndoa7.

Harmonização sugerida pela CVR Tejo
As bolinhas de ovos e amêndoa dentro dos figuinhos secos são uma delícia perfeita para acompanhar com um dos inúmeros vinhos licorosos, abafados ou de colheitas tardias da Região Tejo. Esta região é, pela sua qualidade, uma das poucas no País com uma Denominação de Origem para vinhos deste tipo.

Texto e foto: ‘Os Sabores da Nossa Terra’ – ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte.