//Exportações de vinho cresceram 16% em junho

Exportações de vinho cresceram 16% em junho

Boas notícias que, no entanto, não compensam as quebras de 4% em abril e de 18% em maio.

Face a estes resultados o presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) confessa alguma preocupação pelos resultados totais do primeiro semestre, mas revela convicção de que a situação possa vir a melhorar mais rapidamente do que se temia.
O crescimento de 16% das exportações de vinho em junho, representam um total de 65,2 milhões de euros ou seja, mais nove milhões de euros do que no mesmo mês de 2019 que, no entanto, não compensam as quebras de 4% em abril e de 18% em maio.

O presidente do IVV, Bernardo Gouvea, declarou ao Dinheiro Vivo: “Ainda estamos a analisar os números, mas é muito preocupante fecharmos o semestre negativos”, acrescentando que o comportamento das exportações foi “totalmente díspar” entre os destinos europeus e extracomunitários como se percebe pelos dados divulgados: as exportações para a União Europeia caíram 14% no semestre, enquanto as vendas para países terceiros cresceram 15,5%.

De acordo com o mesmo jornal, em termos dos principais mercados, a França está a cair 9,9%, para 50 milhões de euros, embora no mês de junho já tenha crescido 20,8%, e a Alemanha perde 4,75% para 24,3 milhões (em junho cresceu mais de 20%). Mas a Holanda já cresce no acumulado do semestre 5,3% para 19,149 milhões e o Reino Unido também: 14,5% para 29,4 milhões de euros. Em terreno positivo estão, também, os Estados Unidos e o Canadá, a crescer, respetivamente, 9,9% e 11,32% para 23,5 milhões e 44,8 milhões de euros. O Brasil desliza 0,9% para 22,3 milhões de euros.

Apoios em tempo de crise

Os vitivinicultores nacionais estão disponíveis para destilar 12 milhões de litros, recebendo, por isso, 8,6 milhões de euros.
Como refere o Dinheiro Vivo, “o sector reclamou e o Estado reforçou as verbas para as medidas de crise para o vinho com mais três milhões de euros, fazendo subir o valor total dos apoios para 18 milhões. Afinal, as candidaturas ficaram longe de esgotar sequer a dotação, ficando 6,8 milhões de euros por atribuir. A ministra da Agricultura promete que esta verba ficará disponível para outras iniciativas que possam vir a ser necessárias em função da evolução da situação do mercado.”