//Enoturismo captou 10% dos turistas

Enoturismo captou 10% dos turistas

Os ‘motivos’ associados ao vinho contribuíram para conquistar grande ‘fatia’ de turistas para Portugal.

A afirmação é de Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, à margem do encerramento da 5.ª Conferência Global sobre Enoturismo que teve lugar em Reguengos de Monsaraz, promovida pela Organização Mundial de Turismo (OMT), em colaboração com aquele município alentejano.

A governante declarou aos jornalistas que Portugal é dos poucos países europeus que pode orgulhar-se de ter um plano de ação para o enoturismo e que “pode afirmar-se que 10% daqueles que visitaram Portugal, nos últimos anos, antes da pandemia, vinham exclusivamente com motivos associados ao vinho“. Rita Marques acrescentou que é preciso dar continuidade a esta aposta e que o evento realizado a 9 e 10 de setembro assinala o “compromisso” do país em continuar “a trabalhar esta agenda em que já muito se fez mas que, temos consciência, ainda existe um grande caminho para percorrer”.

 

Turismo no interior

O tema do interior mereceu igualmente comentários da responsável pela secretaria do Turismo que recordou: “Os motivos de viagem alteraram-se ligeiramente, todos nós procuramos locais onde podemos estar um pouco mais isolados do burburinho das cidades”, e existe “maior apetite para degustar produtos da terra, quer gastronómicos, quer vitivinícolas”, afirmou.
Também o presidente da OMT, Zurab Pololikashvili declarou o apoio ao desenvolvimento rural através da atividade turística, afirmando mesmo que esta é a “prioridade número um” da organização a que preside. Pololikashvili admitiu ter intenção de pedir aos Estados-membros mais fortes e desenvolvidos neste setor, que se localizam “na sua maioria da Europa”, que venham a contribuir através da transferência para “os países menos desenvolvidos” os conhecimentos e experiências sobre como ‘casar’ turismo e desenvolvimento rural, sublinhando que “Portugal é um excelente exemplo”.

 

Já o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo lembrou que o Enoturismo cobre todo o território nacional, incluindo as ilhas e pode ser feito ao longo de todo o ano, porque se pode “provar vinhos desde o verão até ao inverno” e, acrescentou, é já “uma imagem de marca de todo o país”.
No decorrer desta 5.ª Conferência Global sobre Enoturismo foi formalizado o Conselho Estratégico Nacional do Enoturismo que surge no âmbito do Programa de Ação para o Enoturismo, lançado pelo Turismo de Portugal em 2019 e em execução, e junta as estruturas do vinho e as estruturas do turismo nacionais.
O memorando assinado envolve o Turismo de Portugal,ViniPortugal, Instituto do Vinho e da Vinha, Associação de Municípios Portugueses do Vinho, entidades regionais de turismo do Porto, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo e Ribatejo e Algarve e secretarias regionais de turismo da Madeira e dos Açores.
Também a Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal e as agências regionais de promoção turística do Porto e Norte de Portugal, Centro de Portugal, Lisboa, Alentejo, Algarve e da Madeira e dos Açores fazem parte da parceria.

Fotos: Visitportugal  e Associação da Rotas de Vinho de Portugal (ARVP)