//Dieta Atlântica a ‘Património Mundial’

Dieta Atlântica a ‘Património Mundial’

Uma nova confraria quer a dieta atlântica como Património Imaterial da Humanidade.

Embora a concretização do projeto esteja prevista para 2021, o lançamento da candidatura deverá acontecer já no I Melting Gastronomy Summit, programado para os dias 14, 15 e 16 de novembro na Alfândega do Porto.
A informação foi prestada à agência Lusa pelo presidente da Associação para a Promoção da Gastronomia e Vinhos (AGAVI), António Souza-Cardoso, que revelou igualmente prever “uma intensidade de trabalhado muito grande no ano anterior para a sua instrução”.

Tudo começou com o projeto de cooperação transfronteiriça entre o Norte de Portugal e a Galiza designado InternovaMarket-Food, orientado para a competitividade empresarial e financiado por fundos europeus.
As cinco entidades galegas e quatro portuguesas que integram o projeto, entre as quais a AGAVI, ‘cozinharam’ a ideia da candidatura da dieta atlântica a Património Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
António Souza-Cardoso recordou à Lusa que “o receituário galaico-duriense inspirou toda a gastronomia da região Norte e da própria Galiza”, lembrando que produtos como “o polvo, o marisco, o peixe, os caldos e as sopas ou os vinhos da casta Alvarinho são ex-líbris destas duas regiões”.

Porque temos uma janela atlântica que merece ser registada e diferenciada a nível gastronómico, por ser muito ancorada no mar, no consumo de peixe e de marisco, “é fundamental preservar e mapear esse receituário comum” afirma o dirigente associativo acrescentando que “isso passa pela qualificação de uma dieta de raiz atlântica, por contraponto com a dieta mediterrânica”, que em 2013 foi classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

A AGAVI pretende liderar esta candidatura enquanto parceira do projeto luso-galaico InternovaMarket-Food e acolherá no I Melting Gastronomy Summit a constituição da Confraria da Dieta Atlântica, comprometendo-se esta a instruir em 2020 o dossiê da referida candidatura.
Um dos objetivos é fazer um roteiro de restaurantes do mar certificados com um selo de qualidade que abrangerá o Norte de Portugal e a Galiza, podendo vir a ser a ser alargado a todos o território nacional e aos países europeus banhados pelo Oceano Atlântico.