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Dia Internacional do Café

A 1 de outubro ‘celebra-se’ a segunda bebida mais consumida no mundo.

Hoje comemora-se o dia Internacional do café, que depois da água, é a bebida mais consumida no mundo. São cerca de três mil milhões as chávenas de café que são consumidas todos os dias, e segundo um estudo da Marktest, mais de 3 em cada 4 portugueses bebem diariamente café em casa, estando este tão presente na vida de todos que lhe foi dedicado um dia, o dia 1 de outubro. A primeira data oficial foi criada em 2015 pela Organização Internacional do Café (OIC), os seus 74 Estados membros e as 26 associações do setor no mundo e foi lançada em Milão.

O Dia Internacional do Café é um dia para promover e celebrar o café como bebida, com eventos que têm lugar em todo o mundo. Este dia é também uma oportunidade de reflexão, onde se pretende promover o comércio justo de café e sensibilizar a opinião pública para a difícil situação dos produtores de café, tendo tido como temas centrais de algumas edições passadas, “Mulheres no Sector do Café”, de forma a sublinhar o papel cada vez mais ativo das mulheres na indústria do café, apesar das dificuldades que enfrentam diariamente, e a “sustentabilidade do café”, com o intuito de sensibilizar os consumidores para o impacto ambiental, social e económico deste precioso produto da Terra.

 

O Café suspenso: um café doado a quem não pode pagar

O ‘café suspenso’, ou ‘caffè sospeso’, é uma tradição que nasceu em Nápoles há muitos anos e uma iniciativa com um importante propósito de solidariedade, que se tornou parte da tradição italiana e que se espalhou pelo resto do mundo. Ao caminhar pelas ruas de Nápoles é comum depararmo-nos com a escrita “caffè sospeso”. Este nome apela a um gesto frequente nos bares napolitanos, que sempre envolveu a ‘oferta’ de uma chávena de café expresso a um consumidor desconhecido que não tivesse a possibilidade de o pagar. Este costume é antigo e a história diz-nos que começou a tomar forma num momento crítico para a sociedade italiana, durante a Segunda Guerra Mundial: quem tivesse dinheiro para pagar o seu café acrescentaria outro café para ser deixado “em espera” para aqueles que não o podiam pagar.

 

A história do cafezeiro do Ibo

São escassas as referências à planta do café, no que diz respeito a introdução da mesma na ilha/vila do Ibo em Moçambique, e a que parece mais concisa presume-se que seja a de João de Loureiro na sua obra Flora Cochinchinensis de 1788. Em 1955, numa publicação do Jornal Notícias da então Lourenço Marques, Bettencourt depois de percorridas áreas de diferentes ecologias em Moçambique, concluiu que este poderia tornar-se um importante país cafeeiro, exceto nas zonas áridas. Neste sentido, no Ibo, desde a Provisão real de 2/3/1800, com o intuito de incentivar a produção de café, determinava-se na ilha que anualmente fossem remetidos cerca de 150 kg do melhor café para a capital da colónia, obrigando a que cada produtor ou agricultor, plantasse tantas árvores proporcionalmente ao terreno que possuísse, para tornar a atividade num ramo comercial.

Desde 1803 a 1810, foram enviadas remessas de café ao Palácio Real de Queluz. Contudo, em meados do século XIX, o governador das ilhas, Jerónimo Romero, referiu que eram escassas as colheitas de café na ilha do Ibo, pois os demais moradores não davam importância e nem se dedicavam a tão útil cultura. Assim, o cafezeiro produzia espontaneamente, como qualquer outra planta do mato e a sua apanha era dificultada por estes se encontrarem entre a mata cercada de árvores e pelo receio dos animais ferozes existentes. O café do Ibo foi outrora, em 1906, distinguido com Diploma de Medalha de Ouro em Lisboa, devido às suas características únicas em termos de sabor e aroma. Contudo, é atualmente pouco conhecido e quase nenhum valor se dá a esta cultura.

Dia Nacional da Água e Dia Mundial do Vegetarianismo

No dia 1 de outubro também se comemoram o dia Nacional da Água, através de múltiplas iniciativas como exposições e workshops que colocam a água em destaque e fomentam a reflexão sobre a importância deste recurso, e o Dia Mundial do Vegetarianismo que promove o respeito por todos os que escolhem colocar a carne fora dos seus cardápios. O dia divulga os benefícios da comida vegetariana para as pessoas, para os animais e para o meio ambiente.