//Covilhã – Lebre com feijão e Perdiz estufada

Covilhã – Lebre com feijão e Perdiz estufada

Propostas culinárias integradas na ‘Carta Gastronómica da Estrela Sul’, um território localizado, como o nome indica, a sul da Serra da Estrela.

A ADERES – Associação de Desenvolvimento Rural da Estrela Sul, associação que editou em livro este levantamento gastronómico, optou por indicar apenas informações de confeção, sem rigor de receituário pois “antigamente não havia receitas rigorosas como hoje. Era assim que se fazia”.

Lebre com feijão
A lebre é, com alguma frequência, confundida com o coelho. As diferenças mais visíveis são o tamanho superior, com um peso que pode ir dos 2 aos 6 Kg e o maior comprimento dos seus membros posteriores, o que lhe permite adquirir velocidades na ordem dos 60 km por hora.
Gastronomicamente é uma espécie muito apreciada pela sua carne avermelhada e escura, com um paladar muito acentuado a caça.
Estudos de 1990 concluíram pela existência 29 espécies diferentes de lebres.

Para a preparação deste prato a lebre ficou um dia em água e sal, após o que foi a guisar com cebola, alho, colorau, louro, azeite, ervas aromáticas e vinho tinto.
O feijão, cozido em forno a lenha é, juntamente com couves, acrescentado quase no final.

O prato apresentado foi confecionado no Restaurante «Gastronomia do Barco/O Olival» em Barco, na região referida.

 

Perdiz Estufada
A perdiz, uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses, possui uma carne considerada das mais delicadas, desde os tempos da monarquia, sendo recomendada por ser fácil de digerir, sobretudo quando ainda perdigoto ou seja, com menos de um ano de idade.
Pode ser encontrada em quase todas as regiões do nosso país, preferindo zonas mais abertas, com parcelas de culturas agrícolas, e outras de mato mais denso, em que existam pontos de água durante o período mais quente do ano.

Esta perdiz, depois de limpa, passou um dia mergulhada em água, sal, laranja e louro. Partida ao meio foi a estufar na marinada, com couve lombarda, retificando-se os temperos.

O prato apresentado foi confecionado no Restaurante «Gastronomia do Barco/O Olival» em Barco, na região referida.