//Conhece o grão de bico ‘Casal Vouga’ ?

Conhece o grão de bico ‘Casal Vouga’ ?

Maior calibre, menor tempo de cozedura e paladar único, são as principais caraterísticas atribuídas a esta leguminosa.

José Azóia, um jovem agricultor ribatejano de 32 anos está a apostar no aumento da produção de grão-de-bico da variedade ‘Casal Vouga’, através de uma iniciativa que já lhe valeu a conquista de um Prémio Nacional de Agricultura e o Prémio Intermarché Produção Nacional.

Como refere a revista Voz do Campo, o jovem empreendedor, licenciado em Engenharia Agronómica na Escola Superior Agrária de Santarém, pegou na semente de grão-de-bico que sempre fez parte da exploração da família e procurou fazer algo de novo e diferente, dando assim corpo à Egocultum, uma empresa que dispõe de cerca de 150 hectares de produção própria, a maioria dos quais relativos a grão-de-bico de sequeiro. Mas conta igualmente com cerca de duas dezenas de agricultores numa área que ronda os 500 hectares, que trabalham com o grão-de-bico ‘Casal Vouga’, uma variedade própria que segundo José Azóia tem como principais caraterísticas diferenciadoras o maior calibre, o menor tempo de cozedura e o paladar único. Aos agricultores no processo de multiplicação é-lhe prestado um acompanhamento regular da cultura, com visitas técnicas semanais e partilha de conhecimentos e experiência sobre o respetivo maneio.

O jovem agricultor, que passou por Angola e França a trabalhar em projetos agrícolas, “voltou entretanto a Portugal para iniciar o seu próprio projeto ligado ao grão-de-bico que sempre fez parte das explorações da família, embora em pequenas áreas e com pequenas produções, apenas para consumo próprio”, refere a referida revista.
Para além de produtor, José Azóia também é multiplicador de sementes, processo que passa principalmente por utilizar grande parte da colheita para esse efeito, passando por um rigoroso processo de seleção, calibração e posterior inoculação

Embora até agora a grande maioria do produto tenha sido escoada sob forma de semente certificada, “temos também alguns pontos de venda nomeadamente grossistas e também alguns restaurantes de excelente qualidade que valorizam a diferenciação do grão-de-bico ‘Casal Vouga’”. A finalizar Azóia afirmou à Voz do Campo que o grande objetivo deste projeto é que esta variedade de leguminosa chegue à mesa de cada vez mais pessoas e famílias, em Portugal e além-fronteiras.

Fonte e Fotos: vozdocampo.pt