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Confrarias Gastronómicas: novo rumo?

Tudo indica que lá para finais de março as confrarias portuguesas contarão com novos corpos sociais da sua Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, depois de em novembro passado os anteriores dirigentes associativos terem apresentado a sua demissão.

No universo de cerca de uma centena de confrarias associadas, menos de um terço tinha condições, de acordo com os estatutos, para integrar a lista (única, portanto) que se apresentará ao ato eleitoral.

Este facto dá, por si, uma ideia do muito que há para fazer no sentido de colocar o ‘movimento confrádico’ no lugar que merece pois trata-se de associações criadas com o objetivo de defender e promover os produtos e confeções culinárias que integram a nossa identidade alimentar, o legado dos nossos avós e o ‘Património Cultural Imaterial de Portugal’ que é, desde 2000.

Há que encontrar um novo rumo que volte a reunir (e unir), que ‘abra’ o mundo das confrarias gastronómicas a outros parceiros e que as coloque no lugar que efetivamente merecem, embora para isso seja necessário que todas, ou pelo menos a maioria delas, façam por merecer. E sim, sabe-se que não é fácil pois sendo associações – e por vezes parecem esquecer-se disso – enfrentam todos os problemas que fazem parte da história do associativismo.

Há que não confundir a defesa das tradições com a necessidade de acompanhar a evolução dos tempos e entender o que se pode e deve fazer para conciliar cozinheiros com chefes, por exemplo. Ou perceber como a gastronomia é tão importante no enoturismo, apesar de existirem igualmente referências ao turismo gastronómico. Ou até mesmo definir qual pode e deve ser o contributo das confrarias para a afirmação da ‘Gastronomia/Vinho’ enquanto produto turístico reconhecido pelo Turismo de Portugal.

Discutir (debater, questionar) parece ser cada vez tão mais difícil, quanto cada vez mais importante.

Em tempos publiquei aqui no ‘Jornal dos Sabores’ um conjunto de textos em que abordo este tema a que me sinto ligado há 20 anos. Trata-se de abordagens pensadas inicialmente para os leitores sem ligação a confrarias mas, sejamos francos, podem ser de uma grande utilidade a muitos dos atuais confrades.

Aqui ficam os acessos aos textos que refiro e que devem ser entendidos como um modesto contributo de quem acompanha as confrarias há duas décadas.

 

Amilcar Malhó

 

NOTA – Os textos dos links que se seguem, foram publicados em 2020.

 

Confrarias Gastronómicas (I): o que são?

https://jornalsabores.com/confrarias-gastronomicas-sao/

Confrarias Gastronómicas (II): Os Capítulos

https://jornalsabores.com/confrarias-os-capitulos-i/

Confrarias (III): Os Capítulos e as entronizações

https://jornalsabores.com/confrarias-iii-os-capitulos-as-entronizacoes/

Confrarias (IV): comunicar é preciso

https://jornalsabores.com/confrarias-iv-comunicar-preciso/

Confrarias ‘municipalizadas’

https://jornalsabores.com/confrarias-municipalizadas/