//Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira da India

Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira da India

Figos comem-se como fruto fresco ou em licores, doces, compotas, sumos, gelados e pastelaria. Também se comem as palmas (folhas) e se aproveitam as flores.

Para além do fruto, também as ‘folhas’ jovens, conhecidas como Nopalitos (com 2 a 3 meses) são utilizadas para saladas, sopas, gelados, sumos, compotas, pastelaria ou mesmo para preparar tortilhas. Mas até mesmo as flores são usadas para infusões.

Foi este potencial gastronómico que levou à criação, em 2014, da Confraria Gastronómica do Figo e da Figueira da India, com sede em Serpa, com o objetivo de divulgar, promover e apoiar tudo o que envolva a Figueira da Índia e seus derivados.

Mas não se pense que o aproveitamento desta espécie de cato se limita à alimentação humana pois as palmas (folhas) servem para alimentar gado através da forragem fresca ou desidratada, farinha ou farelo.

Na área da cosmética, as sementes do Figo da India permitem a extração de um dos óleos mais caros do mundo, utilizado para regenerar a pele, ou para integrar a composição de vários cremes e sabonetes que existem no mercado.
As palmas são utilizadas para produção de shampoo, gel de banho, protetor solar, hidratantes para a pele e cabelos e a partir das flores, fazem-se vários produtos de cosmética como óleos para a pele e cremes.

Mas há mais: a partir das palmas é produzido biogás para utilizar como combustível ou para gerar energia eléctrica.
A seiva que se encontra no interior das palmas é utilizada como ligante na elaboração de isolantes, tintas e tijolos.

Tanto a palma como o figo são utilizados em produtos para a perda de peso e controlo da diabetes e do colesterol. E a partir da palma são feitos também xaropes caseiros para a tosse ou bronquites.

Antes da constituição da Confraria Gastronómica já existia a Associação de Profissionais de Figo da Índia Portugueses (APROFIP), constituída em 2011.

Logo no ano do arranque desta associação realizou-se o primeiro concurso de «Aromas e Sabores com Figo-da-Índia» em Martim Longo, concelho de Alcoutim (Algarve), que contribuiu decisivamente para uma maior divulgação da ‘Opuntia Ficus Indica’ (nome científico da figueira-da-índia).

Um dos objetivos assumidos pela APROFIP é chegar a uma quantidade e sobretudo qualidade, que permita apostar na exportação.

Para saber mais:

Confraria – www.cgfi-confraria.pt ou www.facebook.com/ConfrariaDoFigoDaIndia
Associação – www.aprofip.pt