//Cherovia, “a raiz que voltou a ter destaque na alimentação”
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Cherovia, “a raiz que voltou a ter destaque na alimentação”

Cherovia, cherivia, pastinaca ou pastinaga, uma raiz cuja produção se dá particularmente bem na região da Beira Baixa, mais concretamente na zona envolvente da Covilhã e que está a ficar cada vez mais conhecida também no resto do pais.

No seguimento da inclusão da cherovia no popular ‘Cabaz de Frescos’ do SmartFarmer, estivemos à conversa com Daniel Almeida, produtor de cherovia.

 

Quem são as pessoas por de trás da empresa?

Esta é uma empresa familiar que começou com os meus pais já há vários anos. No início, a cherovia tinha pouca expressão, era um produto que não se produzia muito. Mas nos últimos anos, mais ou menos na altura em que eu entrei para empresa, a produção de cherovia tem vindo a aumentar.

 

Em sua opinião, qual é o impacto de um evento como o festival da cherovia, que se realiza anualmente na Covilhã?

O Festival da Cherovia tem feito um trabalho muito importante que tem vindo a ter bastante impacto na divulgação deste produto que poucas pessoas conheciam. É graças a este festival que podemos afirmar que a cherovia voltou a ter algum destaque na alimentação. Antes do festival a cherovia era um produto que se consumia pouco era produzido em pequena quantidade e principalmente para consumo próprio. Podemos, portanto, afirmar que a maior divulgação desta raiz coincide com o início do festival e tanto a população daqui da região como do resto do país começou a consumir mais este produto. O festival trouxe o interesse em consumir cherovia.

 

Que outros produtos é que produzem?

Nós produzimos principalmente hortícolas e temos já uma exploração considerável. Também produzimos alguma fruta, mas não é muita porque as hortícolas são um produto que precisa de muito tempo e dedicação da nossa parte não sobrando muito tempo para outras culturas. Por este motivo, decidimos produzir principalmente hortícolas.

 

Voltando à cherovia, em que altura é semeada e quanto tempo é que esta raiz fica na terra?

A cherovia é semeada através da técnica cultural da sementeira direta e a altura da sementeira ocorre precisamente agora, nos meses de fevereiro e março, final de inverno – inícios de primavera. O tempo de germinação, em que esta raiz começa a estar pronta para ir para o mercado é de cerca de 3/4 meses. Uma vantagem deste tipo de raiz é que o período de arranque começa em junho e ela permanece bastante tempo na terra e por isso, podemos ir apanhando conforme vamos tendo encomendas, até março do próximo ano. Esta raiz tem um ciclo de produção que vai de 8 a 9 meses.

 

Quando chegam à sua banca, regra geral, as pessoas que não são da zona sabem o que é a cherovia?

Algumas pessoas já vão sabendo, muito graças à divulgação que tem sido feita através do festival e também das várias reportagens que têm sido feitas aqui na minha exploração. Nós na altura do festival fazemos várias reportagens tanto para divulgação do festival como para divulgação do próprio produto que é um produto muito regional. Quem não é da região, por vezes não sabe identificar logo o que é, mas quando lhe mostramos o produto já se vão recordando que já viram ou ouviram falar dele na televisão, digamos que já não são muitas as pessoas que vêm o produto pela primeira vez.

Muitas delas nunca o consumiram, é verdade, mas pelo menos, já ouviram falar nele ou viram-no nalguma reportagem. Já vamos tendo esse feedback de que a informação tem chegado a mais pontos do pais e não apenas aqui na região.

 

O CABAZ DE FRESCOS DO SMARTFARMER

Esta semana o produto denominado ‘cabeça de cabaz’ foi um ex-líbris da gastronomia local das ‘terras da Covilhã’ que apresenta a forma de uma cenoura e a cor do nabo, cujo sabor é uma mistura de ambos os legumes, mas mais acentuado e até adocicado. Estamos a falar da cherovia, conhece?

O Cabaz de ‘Frescos da Semana’ vem recheado de frutas e legumes e pode recebê-lo em casa ou levantá-lo num dos pontos de entrega.

Saiba mais em – https://smartfarmer.pt/produto/cabaz-frescos-da-semana/

 

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