//Castelo Branco – Escola de queijeiros

Castelo Branco – Escola de queijeiros

Iniciativa pioneira no país arranca com 21 formandos ligados a três DOP.

Na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco decorreu recentemente a Sessão Solene de Abertura da ‘Escola de Queijeiros’, uma iniciativa pioneira no país, que se integra no Programa de Valorização da Fileira do Queijo da Região Centro.

Para o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, José Augusto Alves, este é um programa que, quer pelo esforço das entidades envolvidas, quer pelo montante de investimento, “mostra que a aposta no agroalimentar dá resultados e ajuda a alavancar a nossa economia não só através da captação de fundos comunitários, mas também aumentando o nível da competitividade das empresas”.
Por sua vez, Cláudia Domingues Soares, reconheceu que “esta atividade claramente permite dar visibilidade e notoriedade à produção de queijos com D.O.P.” enquanto atrai empreendedores e possibilita competências a quem pretende exercer a
atividade de forma profissional e rentável.
A presidente da Inovcluster manifestou ainda a necessidade de “começar a pensar no futuro”, no sentido de iniciativas como esta terem continuidade, como já acontece noutros países, permitindo assim uma maior capacitação e renovação da atividade.

A ação formativa ‘Escola de Queijeiros’, tal como afirmou José Luís Monney de Sá Paiva, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu, vai “ao encontro da resolução de problemas e da dinamização de um potencial que existe nestas regiões” (Serra da Estrela, Beira Baixa e Rabaçal), traduzindo como referiu Jorge Brandão, Vogal Executivo da Comissão Diretiva do Programa Operacional Centro 2020, “o conhecimento em capacidade de intervenção na produção de queijo de Denominação de Origem Protegida (DOP)”.

António Fernandes referiu que o projeto da criação da escola de queijeiros é um exemplo concreto de que vale a pena investir no interior, onde diferentes entidades cooperam, partilhando recursos, vontades e ambições, numa clara e objetiva valorização dos recursos endógenos. Adiantou ainda que o IPCB tem feito uma trajetória muito relevante com contributos especialmente significativos decorrentes da sua existência e afirmação, mantendo-se alinhado à estratégia coletiva de coesão e valorização territorial.

A formação da Escola de Queijeiros será coordenada pelos Institutos Politécnicos de Castelo Branco e de Viseu, sendo que as aulas serão ministradas pelas respetivas Escolas Superiores Agrárias destas duas instituições públicas de ensino superior, cujo papel, a par do dos municípios das regiões, foi realçado por Ana Abrunhosa, Ministra da Coesão Territorial. O trabalho em rede, igualmente elogiado pela Ministra, que considera “este projeto como um dos melhores exemplos de coesão”, verifica-se ainda pela componente prática da ‘Escola de Queijeiros’, que possibilitará aos formandos aprender mais numa queijaria produtora deste tipo de queijos DOP.

A Escola de Queijeiros, recebeu 58 candidaturas, para um total de 20 vagas disponíveis, o que levou à matrícula de um total de 21 formandos – 11 pertencentes à DOP da Beira Baixa, 7 à DOP da Serra da Estrela e 3 à DOP do Rabaçal.