//A Carne de Toiro Bravo ‘apresenta-se’ em Coruche

A Carne de Toiro Bravo ‘apresenta-se’ em Coruche

Conheça as caraterísticas desta saborosa carne que vai ser apresentada entre 3 e 5 de maio nos ‘Sabores do Toiro Bravo’.

A carne de touro bravo tem um enorme potencial na gastronomia portuguesa pois, desde sempre, os ani¬mais bravos, tal como a caça, são preferidos para a alimentação pelos bons gastrónomos. Ora os bovinos de raça brava, oriundos sobretudo do Ribatejo, são criados em grandes espaços livres, em regime exten¬sivo, alimentando-se em total liberdade de produtos naturais. Como consequência, apresentam um sabor mais intenso, mas não artificial, de consistência tenra e suculenta, embora com uma aparência mais escura do que a dos animais criados em regime intensivo.

Por desconhecimento, muitas vezes a cor mais escu¬ra leva a que erradamente esta carne seja preterida por outras mais rosadas, embora com processos de criação eventualmente duvidosos. A sua associação às touradas é incorreta, pois a carne comercializada não é proveniente de animais de lide.

O crescente número de gastrónomos que tem vindo a marcar presença nas várias edições dos “Sabores do Toiro Bravo”, certame que se realiza em Coruche anualmente em Maio, prova que este produto está a ganhar cada vez mais apreciadores.

Situação que vai repetir-se certamente nesta edição, com os restaurantes instalados nas arcadas da Praça de Toiros, entre 3 e 5 de maio.

A Confraria Gastronómica do Toiro Bravo, criada em Coruche em 2006, define desta forma a carne de toiro bravo: “… apresenta características quase únicas, que a podem transformar num nicho de luxo entre as carnes bovinas para um mercado exigente. Animais criados em regime extensivo, vivendo da natureza, com um maneio que não comporta na sua alimentação fatores de crescimento, apresenta um grão muscular fino e delicado, e, quando a carne devidamente maturada é sujeita a manipulações culinárias, exibe aroma e sabor de excelência.”

Ligeiramente mais rija que outros tipos de carne, a de toiro bravo é ideal para estufar ou cozer e, quando grelhada, deve ser servida mal passada, ou ao ponto.

Em novembro de 2013, com a designação de “Carne de Bravo do Ribatejo”, conquistou a Denominação de Origem Protegida (DOP).

Fotos: Marisa Gregório (C-M. Coruche)