//Calor e seca não prejudicaram maçã, pera e tomate.

Calor e seca não prejudicaram maçã, pera e tomate.

Mas a produção de castanhas e arroz foi prejudicada pela seca.

Apesar de outubro de 2017 ter sido o mais quente dos últimos 87 anos, tal como o de setembro, a produção de alguns frutos e de vinho não foram prejudicados.

A conclusão resulta da análise ao relatório divulgado no passado dia 20 de novembro pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) no qual se verifica mostra houve várias culturas que não foram prejudicadas pelos efeitos climatéricos adversos.

Resumidamente pode concluir-se que relativamente a 2017 registam-se aumentos em comparação com o período homólogo (mesmo mês do ano anterior), nomeadamente com a produção de maçã a registar mais 25%, a pera com mais 20%, o milho e tomate com mais 5%, a amêndoa com mais 255% e o vinho com mais 10%.

Para além de se registar aa maior produção de sempre de kiwi, a produção de maçã e pera não foi afetada pela falta de precipitação, uma vez que, por exemplo, quatro quintos da área de produção de maçã é regada, diz o INE.

Já a produção de pêra (pêra Rocha é a variedade predominante) embora muito abaixo dos níveis registados em 2013 e 2014, deverá ter aumentado 20% comparativamente com a última campanha.

O Kiwi superou pela primeira vez as 30 mil toneladas, sobretudo com a entrada em plena produção de plantações mais recentes.

A produção de tomate cresceu 5%, totalizando 1,68 milhões de toneladas.

O INE antecipa ainda um “bom ano vinícola”. O elevado número de cachos e de bagos por cacho e a reduzida incidência das principais doenças que afectam esta produção, proporcionaram aumento de 10% na produção de vinho comparativamente com o período homólogo.

Já a produção média de azeite aproximou-se da média dos últimos cinco anos, devendo subir ligeiros 1%.
Registe-se ainda a produção de amêndoa que deverá superar as 20 mil toneladas, mais 255% do que em 2016, no que representa uma “situação inédita neste século”.

Pelo contrário, o clima prejudicou bastante a cultura da castanha, sendo 2017 um ano com “menos castanha e de qualidade inferior”.

Também o arroz foi fortemente prejudicado pela seca, uma vez que “a falta de água disponível na bacia hidrográfica do Sado”, o que levou à diminuição da área semeada, contribuindo para uma quebra de 10% na produção face à média do período compreendido entre 2012 e 2016.