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arroz carolino

Arroz carolino do Baixo Mondego já é marca

No ano em que Coimbra é a Região Europeia da Gastronomia 2021/2022, na qual o arroz é um produto basilar da sua gastronomia, foi lançada a marca ‘Arroz Carolino do Baixo Mondego’ com o intuito de o dinamizar e promover, criando valor e fortalecendo a sua identidade enquanto se divulga a sua certificação IGP.

Em 2015 o ‘Arroz Carolino do Baixo Mondego´ foi reconhecido como IGP – Indicação Geográfica Protegida, denominação atribuída a produtos associados a um determinado local ou região, que apresentam características singulares essencialmente conferidas pela sua origem geográfica e em que pelo menos uma das suas fases de produção tem lugar na área geográfica delimitada. No caso do ‘Arroz Carolino do Baixo Mondego”, são as fases que ocorrem desde a sementeira à colheita.

O arroz veio alterar a economia agro-pastoril praticada no Baixo Mondego, que se fundamentava na cultura do milho e criação de gado. Desde a sua difusão no século XIX, tem desempenhado um papel preponderante a nível socioeconómico na região.

O Baixo Mondego distingue-se das outras regiões produtoras de arroz, nomeadamente Vale do Tejo e Sado, pelo menor número de horas de luz durante o ciclo cultural, temperaturas médias mais amenas, amplitudes térmicas mais suaves e menor radiação global.

São estas características climáticas que contribuem para um amadurecimento mais lento, sendo esta maturação, mais constante e prolongada, específica deste arroz.

 

arroz carolino do baixo mondego

 

A área geográfica de produção do arroz Carolino do Baixo Mondego está circunscrita às freguesias de: Ançã do concelho de Cantanhede; Ameal, Antuzede, Arzila, Ribeira de Frades, São João do Campo, S. Martinho do Bispo e Taveiro do concelho de Coimbra; Anobra do concelho de Condeixa-a-Nova; Alqueidão, Lavos, Paião, Borda do Campo, Maiorca, Ferreira-a-Nova, Santana e Vila Verde do concelho da Figueira da Foz; Tentúgal, Meãs do Campo, Carapinheira, Montemor-o-Velho, Gatões, Abrunheira, Liceia, Verride, Ereira, Vila Nova da Barca, Pereira e Santo Varão do concelho de Montemor-o-Velho; Louriçal do concelho de Pombal; Alfarelos, Brunhós, Gesteira, Granja do Ulmeiro, Samuel, Soure, Vila Nova de Anços e Vinha da Rainha do concelho de Soure.

“Queremos uma marca que identifique o arroz carolino do baixo mondego e o distinga de modo a promover as suas características únicas associadas à sua origem geográfica e a modos de produção tradicionais e que tem uma reputação ou características ligadas ao território local”, afirma a AgriHeroes, agência promotora do selo e da campanha de marketing.

Sendo um produto que faz parte do património do Baixo Mondego, através da paisagem dos arrozais, gastronomia ou folclore e que se afirmou como representativo da identidade local, a criação de uma marca que o representa poderá ser importante para a sua preservação e valorização.