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Aquicultura contribui para a segurança alimentar

Segundo os dados do relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), os alimentos provenientes de pesca e de aquicultura contribuem cada vez mais para a segurança alimentar e nutricional.

O crescimento da aquicultura levou a um recorde histórico de produção de pescado, atingindo-se 214 milhões de toneladas em 2020, sendo 178 milhões toneladas de pescado e 36 milhões de toneladas de algas.

Quando comparada a produção de pescado em 2020 com a média obtida na década de 2000, verifica-se um aumento de 30% e de 60% em relação à década de 1990.

Segundo o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, “O crescimento da pesca e da aquicultura é vital nos nossos esforços para acabar com a fome e a desnutrição global, mas é necessária uma maior transformação no setor para enfrentar os desafios”.

O consumo de alimentos aquáticos aumentou a uma taxa média anual de 3,0% desde 1961, chegando a 20,2 kg per capita, mais que o dobro do consumo na década de 1960, referiu a FAO.

Devemos transformar os sistemas agroalimentares para garantir que os alimentos da pesca e da aquicultura sejam colhidos de forma sustentável, os meios de subsistência sejam salvaguardados e os habitats aquáticos e a biodiversidade sejam protegidos.”, salientou Qu Dongyu.

Estima-se que a produção total de peixe e de outros produtos aquáticos atinja 202 milhões de toneladas em 2030. Daí que o crescimento da aquicultura se torne essencial para garantir que a produção é suficiente para satisfazer o consumo que se estima atingir, que segundo a FAO deve aumentar 15% para fornecer em média 21,4 kg per pessoa, em 2030.

 

‘Transformação Azul’

A ‘Transformação Azul’ é uma estratégia promovida pela FAO que pretende garantir a resolução dos desafios relacionados com a segurança alimentar e com a sustentabilidade ambiental.

” É um processo orientado por objetivos através do qual os membros e parceiros da FAO podem maximizar a contribuição dos sistemas alimentares aquáticos para melhorar a segurança alimentar, nutrição e dietas saudáveis ​​​​a preços acessíveis, mantendo-se dentro dos limites ecológicos”, referiu Manuel Barange, diretor da Divisão de Pesca e Aquicultura da FAO.

Valorizar o setor da pesca e da aquicultura através do seu potencial de sustentabilidade é fundamental para garantir a manutenção dos recursos num setor que contribui para o emprego, o comércio e o desenvolvimento económico, do qual, estima a FAO, 600 milhões de pessoas dependem enquanto meio de subsistência.

 

Fonte: Lusa