//A Festa dos Arrozes

A Festa dos Arrozes

Dezenas de propostas culinárias na ‘Rota do Arroz’, de 22 a 27 de junho, em Alcácer do Sal

São 37 os restaurantes que compõem a ‘Rota do Arroz’, uma iniciativa do município de Alcácer do Sal, na costa alentejana, e prometem criar dificuldades na escolha, face à diversidade de propostas.

Embora muitas das propostas culinária se repitam em muitos dos estabelecimentos, naturalmente que muitas apresentarão as diferenças próprias da ‘mão’ dos (as) cozinheiros (as).

Fique então com uma amostra do que pode encontrar entre de 22 a 27 de junho nos restaurantes aderentes.
Arroz de Lavagante, de lagosta, de lingueirão (ou longueirão), de camarão, de polvo, de choco com ou sem tinta, de tamboril, de amêijoas, de bacalhau com espinafres, de garoupa e, claro, arroz de marisco.
Mas também arroz de pato, de cabidela, de coelho bravo, do cozido ou de espargos com cogumelos. Ou ainda como acompanhamento; de tomate com carapaus fritos ou pataniscas de bacalhau, de espinafres com carapaus fritos, de coentros com peixe-galo.
Claro que não faltarão as sobremesas com arroz, destacando-se o arroz doce de caramelo salgado.

 

Lista de restaurantes e respetivas ementas:
http://www.cm-alcacerdosal.pt/pt/municipio/atualidade/agenda/rota-do-arroz-1-edicao/

De acordo com o município, a ‘Rota do Arroz’ tem por objetivos “reforçar a atratividade do concelho de Alcácer numa época em que se prevê a retoma da atividade económica e turística, preservar a identidade, os sabores e os saberes tradicionais, valorizar os produtos endógenos, promover o território e estimular a visita à cidade e ao concelho”.

Alcácer do Sal e o Arroz
Logo no início do século XX, quando a cultura do arroz começou a impor-se em Portugal, a zona de Alcácer foi referida por Nuno Gusmão, em 1928 “por excelência, a região do arroz”, sendo esta cultura a levar à construção, em 1949, das barragens de Salazar e Trigo de Morais.
Calcula-se que a determinada altura, quando se registava um maior pico nos dos trabalhos nos campos de arroz, existia uma concentração de mais de 10 mil assalariados só no concelho de Alcácer.
A Atlantic Company, com a implantação de uma propriedade considerada modelo dedicada à orizicultura, provocou um grande surto de urbanização nas povoações da Comporta, Carrasqueira, Torre e Carvalhal. Mais tarde passou para a posse do Grupo Espirito Santo e em 1975 foi parcialmente nacionalizada. Nesta época milhares assalariados agrícolas vindos de fora deslocavam-se à zona de Alcácer do Sal para trabalharem nos campos de arroz.
(Fonte: Rita Balona)