//15 anos de ‘Galo Assado de Barcelos’

15 anos de ‘Galo Assado de Barcelos’

Alguns protagonistas deste sucesso gastronómico vão participar em conversa online.

No dia 7 de abril, às 15.30 horas vão ‘juntar-se’ online um representante da entidade certificadora, um reconhecido Chefe de Cozinha, vários empresários da restauração, um produtor de vinhos daquela região e um representante da Câmara Municipal de Barcelos.

Inspirado no Galo Assado que salvou o peregrino da Forca e se imortalizou na Lenda do Galo (ver no final do texto), mas também com fortes influências do cerimonial ligado aos Caminhos de Santiago, o ‘Galo Assado à Moda de Barcelos’ tem um caminho com dezena e meia de anos que já posicionou esta iguaria entre as mais procuradas nos restaurantes deste concelho.

Para que fique com água na boca, saiba que o Galo assado à moda de Barcelos é temperado no dia anterior com cebola, azeite e vinho verde e posteriormente recheado com uma pasta feita com os miúdos, chouriço e bacon, tudo picado. Vai ao forno numa assadeira de barro com rodelas de cebola, azeite e tomate, já recheado e com batatas, como acompanhamento.
E para conhecer um pouco da história dos certames anuais dedicados a esta iguaria, das formas de confecionar, a criação das aves e os vinhos para acompanhar, siga a emissão online na quarta-feira dia 7 de abril pelas 15.30 através das páginas de facebook do Jornal dos Sabores e dos Municípios do Vinho, entre outras.

Para conhecer a lenda do Galo de Barcelos, basta ler o texto abaixo:
Segundo a lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou. nele. Ninguém acreditava que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, sem que fosse fervoroso devoto do santo que, em Compostela, se venerava, nem de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados anos voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor a S. Tiago e à Virgem.