Vinho Poseidon regressou a terra “mais aveludado”

Após 72 dias em alto mar a bordo do bacalhoeiro Coimbra, a nova remessa de vinho Poseidon, do produtor Lua Cheia em Vinhas Velhas, regressou a terra.

As três mil garrafas do vinho Poseidon, batizado pela Lua Cheia em Vinhas Velhas em homenagem ao deus dos mares, regressaram ao Cais dos Bacalhoeiros, em Ílhavo (Aveiro), depois de 72 dias em alto mar a bordo do bacalhoeiro Coimbra.

Após o desembarque da tripulação, o enólogo Francisco Baptista, sócio da Lua Cheia em Vinhas Velhas, abriu uma das garrafas de Poseidon para a primeira prova e o resultado não desiludiu. “O novo Poseidon está mais aveludado nos taninos, a cor é rubi profunda, os aromas a frutos vermelhos e do bosque são intensos, e regressou bem integrado com a barrica”, explicou o especialista.

6.1O vinho beneficiou do balanço provocado pelas ondas de 13 metros, dos ventos de 140 km/h e das tempestades sentidas em alto mar durante a pescaria. Caso tivesse ficado em terra, “demoraria 8 meses a 1 ano em garrafa para atingir estas características”.

Desta vez, Poseidon resultou do lote do vinho duriense Andreza Grande Reserva Tinto 2014 – com origem nas castas touriga nacional, touriga franca e sousão.

Foi através de um desafio lançado pelo Clube de Oficiais da Marinha Mercante (COMM), que o produtor Lua Cheia em Vinhas Velhas decidiu recuperar a tradição do ‘vinho da volta’. A primeira remessa de garrafas partiu em junho 2016 e durante 81 dias navegou no porão do navio Coimbra.

Sobre Lua Cheia em Vinhas Velhas

O projeto Lua Cheia em Vinhas Velhas resulta da ligação apaixonada que os seus três fundadores – João Silva e Sousa, Francisco Baptista e Manuel Dias – mantêm com o Douro há mais de duas décadas. Depois de tantos anos a serem surpreendidos por esta região vitícola única, em 2009 chegou a altura de mostrar a forma como viam os vinhos do Douro. A história da empresa começa nesse ano, com vinhos brancos de Murça – uma zona esquecida pelo progresso, mas que produz vinhos únicos e cheios de identidade. Em 2010, iniciou-se um investimento na adega em Martim, Douro, e, em 2012, na região berço do Alvarinho, Monção. Em 2013, também se iniciou uma parceria no Alentejo, vinificando-se em instalações de terceiros as uvas escolhidas e adquiridas na região de Estremoz.

O objetivo da Lua Cheia em Vinhas Velhas é fazer vinhos que mostrem a essência de cada uma das regiões onde produz e, usando os ensinamentos do Velho Mundo, descobrir e deixar expressar o “terroir”. O curto caminho da Lua Cheia fez-se e far-se-á de estudo e de procura pela própria identidade, permitindo, através de excecionais relações qualidade/preço, democratizar o consumo de vinhos inovadores e de elevada qualidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *