//Vinho Medieval vai ter confraria

Vinho Medieval vai ter confraria

Município anunciou a criação, para breve, da Confraria do Vinho Medieval de Ourém.

O Município de Ourém e a Vitiourém – Associação de Promoção da Vitivinicultura de Ourém, vão assinar um novo protocolo de cooperação, tendo como base a promoção do Vinho Medieval de Ourém.

“Os responsáveis da Vitiourém foram demonstrando, junto do Executivo, a sua intenção de reativar e dinamizar esta associação, promovendo o vinho medieval de Ourém de forma mais musculada e eficaz”, assinalou o Presidente da Câmara Municipal.

Luís Miguel Albuquerque lembrou que o Município já se comprometera com a Vitiourém, “através da cedência de um espaço para a implementação da sua sede”, em Atouguia, avançado os traves-mestras deste novo acordo de cooperação: “O protocolo prevê a criação de uma Confraria do Vinho Medieval de Ourém, a criação de uma Câmara de Provadores; e a realização de um documentário sobre vinhos com história, havendo uma estação de televisão interessada na sua promoção, neste caso, a RTP.”

O documento foi aprovado na reunião da câmara de 5 de agosto, vai ser assinado nos próximos dias e consiste num apoio financeiro de 7.900,00 € afeto às três condições elencadas por Luís Miguel Albuquerque e acauteladas no protocolo.

Vinho Medieval de Ourém

Trata-se dos antigos palhetes de Ourém, ‘criados’ pela Ordem de Cister do Mosteiro de Alcobaça e, por essa razão, hoje designados por medievais.

São usadas uvas brancas da casta Fernão Pires (80%), que depois de vindimadas são prensadas em lagares e os mostos acondicionados em tonéis de madeira, fermentando em bica aberta’ isto é, sem contacto com as películas.

As uvas tintas, da casta Trincadeira (20%), são desengaçadas e sujeitas a uma fermentação em dornas de madeira.
Quando as fermentações das tintas e das brancas se aproximam do final, o mosto tinto, que representa cerca de 20%, é acrescentado ao mosto branco e as fermentações terminam em conjunto.