Vaticano é o maior consumidor mundial de vinho

Cada um dos 850 habitantes do Vaticano consome, uma média, 74 litros de vinho por ano.

É verdade que foi noticiado que o Papa Francisco, no mês passado, depois de saudar casais que celebravam 50 anos de matrimónio, afirmou que “não se pode encerrar uma festa de casamento bebendo chá”, acrescentando que “seria uma vergonha pois o vinho é necessário para uma festa”.

Mas isso não justifica os números agora revelados no que se refere ao consumo de vinho na cidade do Vaticano. Por outro lado, trata-se da velha história da média, levando a que quem não bebe seja considerado ao mesmo nível dos que bebem exageradamente.

Mas a verdade é que o California Wine Institute revelou que o Vaticano tem o maior ‘consumo per capita’ no mundo com cada habitante a consumir uma média de 74 litros de vinho por ano — duas vezes o consumo dos vizinhos italianos e sete vezes o consumo dos Estados Unidos.

Seria até compreensível pensar que tal facto estaria relacionado com a quantidade da bebida que é usada em missas. Mas não é bem assim. Segundo o instituto, esse vinho não faz sequer parte desta conta. O vinho usado para as cerimónias vem de um fornecedor especial e não é do mesmo tipo daquele que é encontrado no mercado.

“O vinho do altar e o vinho de mesa são duas coisas diferentes”, disse monsenhor Jose Avelino Bettencourt ao The Daily Best. “Vinho sacramental é considerado sagrado, vinho de mesa é de uma variedade diferente.”

Na busca de uma justificação para este facto, a entidade que realizou o estudo disse que a razão mais lógica para o alto consumo de vinho do Vaticano é a própria demografia. A população inclui muitos padres e freiras, que vivem em comunidade e jantam em refeitórios onde o vinho flui livremente. Os moradores como um todo são mais propensos a serem idosos, homens, altamente educados e comer em grupos maiores, tudo fatores que contribuem para um consumo maior de vinho.

Outra fonte avançou que poderá também contribuir para estes resultados, o facto de se comprar vinhos a preços mais reduzidos, para consumir fora da cidade do Vaticano.

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