UNESCO «preocupa» Caves de Vinho do Porto

lugDIaDirectora da AEVP mostra preocupação pela eventual classificação das Caves de Vinho do Porto como património da humanidade pela UNESCO.

Declarando que as Caves em Gaia “não são um museu vivo” mas uma indústria, Isabel Marrana assumiu temer as restrições causadas por uma eventual classificação como património mundial pela UNESCO “porque não sabemos as implicações e restrições que pode acarretar numa área com uma indústria como a do vinho do Porto”, afirmou à Lusa.

Recorde-se que em meados de novembro o presidente da Câmara Municipal de Gaia anunciou que quer apresentar no próximo verão a candidatura das Caves de Vinho do Porto a património da humanidade.

Eduardo Vítor Rodrigues revelou na ocasião que a equipa que irá preparar a apresentação da candidatura, que pretende incluir o centro histórico de Gaia maioritariamente ocupado pelas Caves de Vinho do Porto, já foi constituída, estando já concluído o estudo de ordenamento do território naquele espaço.

Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto já se mostrou disponível para ajudar Gaia no processo de candidatura das Caves do Vinho do Porto a Património Mundial.

Mas Isabel Marrana lembrou que “a candidatura terá de ser cuidada e em parceria” com a AEVP, destacando que “as caves estão legalmente situadas” naquele local, o que implica “um conjunto de camiões a circularem e linhas de engarrafamento”. “As caves não são um museu vivo, são uma indústria”, frisou a diretora que acrescentou: “temos um negócio no território que tem de continuar a existir”.

A diretora da associação acrescentou:”Não é que estejamos contra ou a favor da classificação, que é meritória, mas o que não pode é exigir restrições ao desenvolvimento da indústria”, realçou Isabel Marrana notando que este espaço tem uma “componente turística já desenvolvida” que “não será a classificação a desenvolver”.

Já Manuel de Novaes Cabral, presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) acredita que a elevação das Caves do Vinho do Porto a Património Mundial “fecha um ciclo virtuoso que vai renovar o valor turístico, cultural e económico da região, das cidades, do Vinho do Porto e do seu património”. “Significa um reforço da salvaguarda e da divulgação de um património único que traz notoriedade e valor para todos os agentes económicos e culturais envolvidos”, assinalou, acrescentando que “todas as iniciativas que valorizem o vinho do Porto e a região são importantes”.

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