Um novo «Conceito» de branco no Douro Superior

Dez anos após o primeiro lançamento, a nova colheita de «Conceito» Branco chega ao mercado plena de personalidade e complexidade. O segredo está mesmo no terroir.

Inóspita e desafiante à mão humana, a sub-região do Douro Superior é cada vez mais sinónimo de excelência. Uma reputação recente, mas à qual ninguém fica indiferente devido às caraterísticas distintas deste terroir e à consistência na qualidade dos vinhos que produz.

O segredo está nas suas condições extremas que permitem fazer vinhos de exceção, como a elevada amplitude térmica, com temperaturas díspares ao longo do ano, e pluviosidade reduzida. Por outro lado, as próprias dificuldades do terreno obrigam a mão humana a aperfeiçoar-se e a adotar novas técnicas, facilitando e melhorando a produção do vinho.

É precisamente no coração desta sub-região, na pequena freguesia de Cedovim, em Foz Côa, que os Vinhos Conceito são pensados e criados. Com assinatura da jovem enóloga Rita Marques, considerada por Mark Squires como uma “estrela emergente do Douro”, estes vinhos são inconformados e irreverentes, pedindo sempre mais da terra que lhes dá vida.

18É o caso do Conceito Branco 2014, que se tem revelado um projeto de sucesso além-fronteiras, afirmando-se com personalidade entre os melhores do mundo. Na base está a sua grande complexidade, conferida pelas castas autóctones da região e pelos 10 meses de estágio em madeira: 70% em barricas de carvalho francês e 30% em barricas de Cáucaso.

O resultado é um vinho encorpado, ambicioso e capaz de aceitar grandes desafios gastronómicos. Não se trata de um branco apenas indicado para pratos leves, típicos de verão, mas antes a companhia ideal para peixes mais gordos, assados no forno, caldeiradas ou pratos com molhos e especiarias, devido à excelente acidez e equilíbrio que apresenta.

Apesar da história deste vinho ainda estar a escrever os primeiros capítulos, já se prevê um final feliz. No início deste ano, o Conceito Branco 2014 recebeu 94 pontos de Mark Squires, provador oficial da The Wine Advocate. Segundo o crítico, este é um vinho “brilhante, com uma acidez vibrante”, mas que precisa de “tempo para continuar a evoluir durante muitos anos”, algo que tem vindo a ser comprovado pela qualidade e consistência das colheitas anteriores.

Resta-nos então (a)guardar um branco que quanto mais velho, pode mesmo ser melhor.

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